Os desafios do movimento sindical

Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

Por Cido Faria
Há uma queda acentuada do número de trabalhadores sindicalizados nos países altamente industrializados e também uma queda nos índices de greve.
Será que isso está acontecendo também no Brasil? Como mapear os problemas do sindicalismo?
As causas para o debilitamento dos sindicatos podem ser assim enumeradas:
Dispersão da produção;
Redução do número de empresas da indústria de transformação;
redução da dimensão das unidades de fabricação e o aumento da produção em pequenas empresas;
Novas tecnologias e robotização;
Maior mobilidade do capital internacional;
Tendência a acordos por empresas e locais de fabricação;
Flexibilização da produção e das normas e regulamentos que regiam tarefas, hierarquias e as carreiras dos empregados;
Maior heterogeneidade da força de trabalho em virtude do aparecimento de novas profissões e da maior presença da mulher no conjunto da mão-de-obra.
Para reverter a crise, os sindicatos precisam dar mais atenção para os problemas que afetam os trabalhadores como cidadãos. O Sindicato dos Bancários do ABC já é conhecido como “sindicato cidadão”. Entram nessa classe as reivindicações que interessam às minorias étnicas, a atenção a questões que se referem especificamente às mulheres, aos aposentados, à defesa do meio ambiente, às reivindicações democráticas, de modo geral.
Enfim, é preciso estar atento porque a estratégia sindical não vem apenas da vontade dos sindicatos, mas depende também do tipo de política adotada pelas empresas, as quais, nessas últimas décadas, têm tido a iniciativa das mudanças.