Porque não assinamos a Carta de Paris

Em meio ao debate sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump de se retirar do acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, surgiu a informação que outros dois países não haviam assinado o acordo: Nicarágua e Síria. A nicaraguense Gracia de Dios explica ao Brasil Rebelde que a o acordo de Paris ainda é tímido e não exige esforços dos maiores poluidores do planeta para mudar essa realidade, por isso o governo da Nicarágua a não assinou a Carta. Na foto, vista aérea da capital Manágua.

Gracia Dios, direto de Manágua.

A decisão de Nicarágua de não assinar o acordo de Paris sobre as mudanças climáticas tem sido motivo de controvérsia. O rechaço ao acordo foi uma negativa entre as exigências dos países ricos e os que estão em vias de desenvolvimento. Hoje, as emissões globais de Nicarágua são de 0,03%, um nada se comparado com outros países como a China, emissões de 20%, Estados Unidos, 18%, União Europeia, 13% e Rússia, 8%. São os países mais ricos do planeta que devem assumir a responsabilidade de diminuir as emissões de gases, pois, são eles que detêm 76% das receitas brutas do mundo.
 Os países desenvolvidos estão fazendo muito pouco para reduzir o uso de combustíveis fósseis e têm destinado poucos recursos para ajudar os países em desenvolvimento para adaptar-se aos impactos das mudanças climáticas.
 Isso não significa que a Nicarágua não esteja preocupada com as mudanças climáticas. Veja que no ano de 2015, as energias renováveis geraram 52% da eletricidade do país. #Brasil Rebelde