sentia solidão
sem motivo aparente
apenas solidão
sozinho ou acompanhado
um vazio incômodo que nunca se preenchia
minha cabeça ferveas vozes gritam e se calamtomam formaora uma criançaora um idosoambos versões minhas advindas de linhas temporais ou multiversos passado presente e futuro fico divido entre versões irreais de mim afirmando minhas certezas em alto e bom tompara se tornarem reaispalpáveis…
assim como Dante em Divina comédiame vi perdido do caminho da verdade no meio de uma selva de pedra
roguei por ajuda ali jogado ao relentoa única certeza que tinha era a morte
a dama da noiteme chamou pra ir vê-laquer me eu fiquei com elaeu digo: não possoela sempre pergunta “por que?”e as palavras ecoam no ar sem resposta
maldito Fernandomaldita tabacaria de defrontemaldito Esteves sem metafísicamaldita garota suja que come chocolatesmalditos deuseslargados no espaço incapazes de responder suas perguntasporque não há palavrasnão há como haver palavras para perguntas que não foram feitasmalditos sejam