O uísque que me trouxe a sobriedade em um dia louco.

Deixei o malte refinado de um uísque velho e ultrapassado sorver lentamente dentro da boca. A língua adormeceu, os olhos descansaram. As bobagens do dia, o absurdo do mundo, tudo agora esperava. Terminei a dose. Findou-se o dia. Lá fora regurgitavam as ideias dos outros, dentro de mim soçobrava a inefável presença do Ser. Esquecido de mim, me integrava a mim mesmo e à minha história. Isso me bastou naquele momento.