Penso muito sobre essa questão da propriedade do autor sobre a obra.
samueldegois
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(Passei um bom pedaço tentando responder aqui xD)

Tenho uma relação conflitante com isso também, Samuel. Penso que reclamar todo mundo pode — de qualquer aspecto de uma obra, desde que o faça de maneira civilizada e crítica. Não devemos deixar de pensar como pessoas porque “estão roubando a minha infância”, ou insira aqui seu lugar-comum preferido.

Como um autor — ou os detentores dos direitos autorais — vai reagir a isso, porém, é um outro problema. Ainda vemos muito casos em que, no intuito de buscar a audiência, o enredo de uma novela é modificado, personagens ganham mais espaço, etc. E nem sempre a recepção consegue pensar estruturalmente a narrativa, e isso pode, sim, comprometer a qualidade de um texto.

Talvez Liniers tivesse planos para Olga, mas, desapontado com a recepção, resolveu voltar ao que fazia antes com as tirinhas (não conhecia, obrigada!). Talvez não, vai saber. Talvez ele realmente pensasse em pregar uma peça nos leitores, ou estivesse testando as águas. E voltamos ao ponto: Olga é patromônio dele. Ele pode escrever o que quiser com ela. O que não impede que nós, receptores, de criticarmos e discutirmos a respeito. Como você mesmo disse, é o que move a produção cultural. :)

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