Review Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

Onovo exclusivo do PS4 lançado há pouco mais de uma semana já é um dos games mais populares do ano.
Ele nasceu em uma década em que os desenvolvimentos em 3D estavam apenas começando e essa foi sua base, lá em 1996, diferentemente de games como Sonic ou Mario que tiveram seu início no 2D. Na época, acabou adquirindo grande prestigiosidade, ficando conhecido por muitos como o querido mascote do PS1. Em sua nova versão, o “remaster” traz os 3 jogos clássicos da franquia: Crash Bandicoot®, Crash Bandicoot® 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot®: Warped.

O estúdio responsável pela produção dessa vez foi Vicarious Visions (a primeira versão da franquia ficou nas mãos da Naughty Dog). A atual desenvolvedora teve o grande desafio de construir o mundo de Crash do zero e, levando em consideração esse ponto, fez isso impecavelmente.
O maior elogio, sem dúvida, é em relação à qualidade da aparência dos ambientes e personagens, pelo menos com os 3 principais protagonistas: o próprio Crash, sua irmã Coco e o vilão Dr. Neo Cortex. Mesmo os inimigos secundários revelam uma animação surpreendente, sendo a franquia muitas vezes comparada a um grande filme da Pixar.

Enquanto visualmente todas as expectativas dos fãs foram atendidas, a modernização dos controles deixou a desejar. Quando Crash Bandicoot foi inicialmente anunciado nós ainda usávamos as setas no Playstation. Agora no N. Sane Trilogy você pode controlar Crash usando os botões analógicos. No entanto, os resultados nesse modo não são tão bem sucedidos. Os comandos básicos de pular e rodar já trazem um grande desafio em algumas etapas. Fases embaixo da água são bastante dificultadas e geram frustrações aos jogadores na hora de controlar o personagem.

Já a trilha sonora foi atualizada para as novas versões e tem todo o cuidado com as mudanças de som quando o herói pisa em um solo diferente, por exemplo. Mesmo com a repaginada, o primeiro Crash é facilmente o mais fraco de todos. Enquanto não oferece tantas novidades, as outras duas sequências se mostram mais maleáveis e variáveis em relação à ambientação e jogabilidade. Outro elemento interessante adicionado é a possibilidade de jogar com a irmã do Crash, a Coco.

A realidade do game para jogadores que nunca tiveram contato com as aventuras de Crash é que ele não é tão inventivo ou surpreendente como foi há 20 anos. A intenção desse título é meramente nostálgica e emocional, melhorando a sólida fundação da Naughty Dog criada há anos, ao contrário de tentar mudá-la drasticamente.
Com o lançamento, a Activision pôde testar o poder do tão amado mascote entre a base de fãs formada há décadas e quem sabe, com isso, trazer novas versões. Mas vale lembrar que ele não será um exclusivo da plataforma da Sony para sempre, alguns vazamentos sugerem a expansão para o console da Microsoft.
A conclusão que podemos tirar é: se você quer uma opção para se divertir nas férias, essa é uma ótima escolha.
