And thank you for riding the Staten Island Ferry!

Foram quatro meses indo e voltando de Manhattan, num trajeto de mais ou menos trinta minutos via Staten Island Ferry, a balsa que conecta o borough-mais-famosinho de NYC à desconhecida Staten Island. Quatro meses embarcando na balsa e ouvindo a mesma locução “Welcome aboard the Staten Island Ferry…”, alguns dias para ir em Manhattan andar para explorar, outros para sair e “ver gente” e às vezes só para desembarcar e pegar um trem pro Brooklyn. A SIF foi testemunha de muitos rolês certos (e alguns errados também), de madrugadas indo para shows de graça, pensamentos aleatórios sobre a vida ou trabalho, sobre minha estadia aqui nesses meses, a leitura de alguns livros e várias observações sobre o mundo.
Quatro meses vendo pessoas indo e voltando, muitos turistas, que aproveitam que a balsa é de graça para ver a Estátua da Liberdade — inclusive a minha melhor foto da Estátua foi tirada do Ferry -. Durante a noite é possível, também, ver Manhattan iluminada (principalmente Downtown Manhattan) que é, sem dúvida, uma das melhores vistas da cidade.

Por muitas vezes, durante o percuso, eu parava para observar as pessoas e tentar adivinhar suas histórias de vida ou também inventar histórias para elas… Seriam turistas? (se estiverem tirando fotos da estátua ou se batendo para ficar próximo às janelas, a resposta é ‘sim’). Moram aqui há muito tempo? De onde elas vêm? Como vieram parar em NY? Com quem vieram? Por que NYC? O que fazem aqui? Por que estão indo, ou voltando, de Staten Island? Em alguns momentos eu até parava para ouvir as conversas e me envolver na vida daquelas pessoas, tentando entender os diferentes sotaques e estilos que se pode ver por aqui.
No fim das contas, a SIF representa pra mim uma pequena amostra do que foi e é NYC: um amontoado de gente de diferentes partes do mundo, visitando ou vivendo aqui, indo e voltando com suas vidas e suas histórias. Eu era (sou) mais uma dessas pessoas, mais um nessa balsa, pelo menos por mais alguns poucos dias.
