Você se define pela sua profissão?
Marielle Zum Bach
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Gostei do texto.

Primeiro, a fulanajornalista pode apenas ter escolhido esse e-mail por preguiça. Talvez fulanasilva não estava disponível. Nem todo mundo tem sobrenomes incomuns pra botar no e-mail. Aliás, meu email é brauliolanger e jamais seria braulioengenheiro porque é reducionista, pseudo elitista e eu não quero expressar que possuir diploma significa alguma coisa. Tem até aquela frase famosa que diz que o “diploma só serve pra quem não tem; quem tem sabe que não serve pra nada”.

A nossa sociedade inteira funciona assim. Vá trabalhar no uber e me diga se os passageiros não vão ser MUITO mais educados quando você disser que tem curso superior. Quando acabamos de conhecer alguém, sempre perguntamos “e aí, o que você faz da vida?”. E por que não “qual seu esporte preferido?”. Aliás, se você for homem e não gostar de futebol, uma minoria vai até te chamar de viado por isso (já me aconteceu mais de uma vez).

Todos nós esteriotipamos tudo. Deduzem até nossa visão política, conta bancária e baladinhas tops preferidas apenas analisando nossa profissão ou onde estudamos. Enquanto isso acontecer, vai ter muitos fulanosjornalistas@bol e “você sabe com quem tá falando?”, vai ter gente perdendo o emprego porque pintou o cabelo de rosa ou porque não fez a barba (depois te conto sobre isso).

Devemos nos interessar DE VERDADE pelas pessoas pelo que são e não pelas roupas, nível de escolaridade, status social, profissão. Mas essa é a parte difícil (e responsabilidade de todos nós). Talvez assim, um dia, as pessoas precisarão se auto afirmar cada vez menos e deixarão de se definirem pela profissão ou pelo carro que dirigem.

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