A desilusão da ciência e sua metafísica

Brayan Agnus
Jul 22, 2017 · 2 min read

A realidade é algo complexo e é possível que o ser humano nunca descubra seu real significado, porque, talvez, o nosso conceito de realidade seja uma mera criação humana. Para o escritor de ficção científica, Philip K. Dick, a realidade é aquela que: “quando você para de acreditar, ela não desaparece”.

A ciência adota um método simples e muito empírico para obter seus resultados, considerando que a realidade em que vivemos é única e inteligível. Dessa forma, tudo o que conhecemos nesse planeta e nos seus arredores são conceitos absolutos, logo, são imutáveis. Não vos enganeis, não sou um conspirador anticientífico. No entanto, se a ciência não é nada além da interpretação da realidade que conhecemos, ela está presa nesta realidade. Assim como a metafísica pode estar presa em outra que é inacessível a nós.


Para o filosofo inglês, Bertrand Russell, a ciência e a teologia dividem-se em dois extremos; no meio destes extremos encontra-se a filosofia. A ciência é fruto puro de seu milieu. Pois é formulada por homens, que também são frutos do seu milieu. E, por esse motivo, nunca poderá romper suas barreiras de limitações. Todos os questionamentos e hipóteses em relação às paixões do ser, caso os senhores e senhoras procurem alguma estabilidade nas respostas, devem advir da filosofia tão somente. É com ela que teremos a representação mais idílica dos sentimentos morais, das artes e da sabedoria (afinal, o que é a sabedoria?).

Se vista por outra realidade, outra dimensão, a ciência é uma metafísica. Imagine, caro leitor, se tudo o que conhecemos, for apenas uma ilusão? Como provar a não existência de deuses e, nessa linha de pensamento, como explicar todos os fenômenos físicos? Como provar que os trovões não são simplesmente os rugidos de Thor? O ser humano, hoje, assim como em qualquer período da sua existência, mantem suas crenças e sempre procura achar formas de comprova-las, sendo estas viáveis ou não. Fé excessiva no método científico é epistemologicamente doentio. Persistir nessa ideia é um dogma, chamado de cientificismo.

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