Intrínseco

Quando a conheci não sei, nem dia, nem hora

Já o lugar, até os cegos poderiam ver

Cativada, eu perseguia o que dela exalava


Me pareceu profana, sagrada

Mas se revelou em beleza, dádiva!

Nela falei,

Nela sorri,

Nela chorei,

Rastejei, cresci, criei asas: transformei.


Encontrei, uni e reuni.

Refleti.

E, por um momento pensei em deixa-la partir

Mas lembrei do lugar…aquele lugar em que a conheci

No empírico, no intrínseco de mim!


Como é possível excluir?

Ela estava e está aqui.

Em pausa ou movimento é minha ação sem fim

Meu corpo luzeiro que clareia confins…


Corpo, alma e espírito em movimento sem fim.

Se até a Trindade dança, o que mais faria a mim?

Dançando em Olinda (PE), 2016.

Bárbara Almeida