Siga pessoas reais (para você)!

1729 é o número de perfis que eu sigo no Instagram. Até pouco tempo atrás, a maioria das fotos que apareciam no meu feed era de pessoas referência em beleza e estilo para mim. Comecei a reparar que essa prática, que deveria ser inspiradora, não estava me fazendo bem. Então, resolvi investigar a razão do meu desconforto (sou dessas), e percebi que estava seguindo padrões estéticos que desejava alcançar, e, por não alcançá-los, ficava frustrada sem nem perceber diretamente.

Acho que muitas mulheres se sentem assim também, até mesmo aquelas que são referências para outras. Afinal, a pressão para que nós tenhamos corpos magros e sarados é gigante, ainda mais quando milhares de pessoas acompanham a sua vida nas redes sociais.

Esses dias mesmo, vi um post no Instagram que me fez pensar ainda mais sobre o assunto. Explico:

Uma moça, com os seus 57k seguidores, avisou que estava deixando a rede social por um período por não se sentir bem com a sua própria imagem. Ela, que sempre postou fotos do corpo seminu, compartilhou que muitas vezes fazia isso para se aceitar mais, até mesmo para alimentar o ego com likes, de certa forma.

Amar o corpo é um assunto bem delicado para muitas mulheres, até para quem a gente considera “perfeita”. O padrão imposto pela sociedade é injusto, massacrante e inatingível. No final, temos fotos de corpos bonitos e mentes desestabilizadas.

Vira e mexe eu caio nessa armadilha, mesmo tendo acesso à tanta informação, feminismo e empoderamento. Para fugir dessa imposição social e me amar cada vez mais, decidi seguir mais mulheres com realidades próximas à minha — tanto em corpo quanto em beleza e estilo. Não vou sofrer por não seguir o padrão #BodyByIza, vou é buscar a melhor versão de mim, e isso não significa ter um abdômen definido, necessariamente (até porque eu gosto de beber cerveja e comer sanduíche, né, mores).

Sou descendente de índios, por isso meus olhos são puxados, mas a minha pele é branca. Ou seja, meus traços são muito semelhantes aos dos povos orientais. Quando mais nova, lutava contra isso, não me aceitava, queria ser como as meninas da minha sala, mas eu não era. Conto isso porque durante esse processo de busca por melhores referências para mim, consegui me encontrar mais ao seguir mulheres que, nesse quesito, são mais parecidas comigo. E isso é ótimo para a autoestima.

Aqui, quero compartilhar alguns perfis de mulheres que são reais para mim. Quando eu digo reais, refiro que elas estão próximas da minha realidade estética e visual. Claro, com certeza, muitas delas não serão reais para outras pessoas, mas ai fica a dica para cada um encontrar o que é real para si próprio e sair dessa bolha do Instagram que acaba com a autoestima de muitas. ;)

#LOVEYOURSELF #LOVEYOURBODY