Sobre escutar as mensagens que o Universo manda

Você está realmente satisfeita com a vida que tem? Em uma rápida avaliação, pense no seu namoro, nas suas amizades, no seu trabalho, nos seus planos, na sua relação com a família. Tudo isso te faz feliz hoje do jeitinho que é? Ou você queria que fosse diferente? Há um ano (ou mais), essa pergunta dominava os meus pensamentos, diariamente. Encontrar uma resposta foi o processo mais doloroso por qual já passei até hoje, mas, ao mesmo tempo, foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.

Acredito muito no poder do universo e gosto de dar ouvidos à minha intuição — na minha opinião, são mensagens que ele [o universo] nos manda para guiar a nossa jornada. Na época, a minha dizia que eu tinha que seguir outro caminho, que a minha felicidade não estava ali, que eu precisava de me reconectar com o meu verdadeiro eu. Com medo, e até mesmo comodismo, eu ignorei esse recado.

Nós, mulheres, somos condicionadas a sempre agradar o outro, principalmente o parceiro. Nessa, acabamos deixando em segundo plano (ou até mesmo totalmente de lado) os nossos sonhos, gostos e preferências. Apagamos a nossa personalidade para encaixarmos no mundo de outra pessoa.

Agir dessa forma, ignorando os meus instintos, me deixou ansiosa, triste e um tanto frustrada. Quando eu dei por mim, já tinha deixado de ser protagonista da minha vida e me tornado mera espectadora. Não coloquei a minha felicidade em primeiro lugar e isso me causou alguns transtornos. Mas o universo (olha ele aí de novo) agiu para me tirar da zona de conforto. De início, fiz de tudo para não aceitar o convite, lutei para que a mudança não acontecesse. Mas, no fundo, lá no fundo, sabia que era o tinha que acontecer.

Já que eu não fazia nada para mudar, a vida fez com que isso acontecesse naturalmente.

Quando esses acontecimentos fogem do nosso controle, quando tudo explode, a reação da maioria das pessoas é achar que é o fim do mundo, é sentir culpa, é tentar reverter a situação, encontrar o erro. É fazer qualquer coisa que não seja aceitar. À princípio, eu também não aceitei. Para mim, a impressão que tive era que se aceitasse tranquilamente, eu estaria sendo egoísta.

Mas não tem que ser assim, definitivamente! Tudo acontece por um motivo, seja ele bom ou ruim. Não temos que prolongar o sofrimento e sim aprender com ele.

“Lembre que a vida é feita de ciclos e aprendizados. Então, mesmo que você esteja passando por algo aparentemente ruim, isso com certeza tem algo a te ensinar e fazer sentido no futuro.” @invertisa

Depois que comecei a ler sobre budismo e a entender melhor o poder da astrologia, tudo fez mais sentido. Compreendi que o universo agiu, simplesmente. Se tudo estava acontecendo daquela forma, é porque era o melhor para mim. Desse despertar, escolhi aceitar as lições que a vida tinha a me dar. Não foi fácil, mas por tê-la escolhido, todos os dias tenho a incrível oportunidade de me (re)conhecer. O que é fantástico!

Aproveitei para retomar tudo o que eu deixei de lado nos últimos anos. Tomei para mim a responsabilidade de ser feliz, ela [a minha felicidade] não cabe a outra pessoa. Foi duro perceber isso, mas é essencial fazer esse exercício, que deve ser diário, para não sermos iludidos pelo ego.

Atribuir responsabilidades, nesse sentido, a indivíduos que não nós mesmos, é um erro grave e que por falta de autoconhecimento insistimos em cometê-lo.

Autoconhecimento é um processo longo e que pode ser doloroso, como foi para mim. Mas é preciso ir à sua busca, é preciso se conectar com o seu verdadeiro eu, é preciso encarar os sentimentos que muitas vezes nos consomem. É preciso! Não podemos simplesmente passar pano para a vida, só deixar as coisas acontecerem e achar que é isso mesmo. A existência do ser humano é muito breve, é ilusão pensar o contrário.

Estamos aqui para evoluirmos enquanto pessoas. Não é para assistir a vida passar, é para ser protagonista, é para sentir, experimentar. É nossa obrigação encarar os medos e viver a felicidade plena.

Em termos de autoconhecimento, sei que tenho um longo caminho pela frente. Do pouco que já aprendi, e que em muito me mudou, já tenho a consciência do quanto é importante vivermos a nossa felicidade, entendendo que ela é única, como nós. Não podemos assumir a responsabilidade de fazer alguém feliz, temos esse compromisso apenas com nós mesmos.

Felicidade não é um troféu que você alcança no fim da caminhada. No fundo, no fundo, a gente sabe o que nos faz feliz. Às vezes, só não damos a devida atenção a isso, ou por medo do que os outros irão pensar/reagir ou por falta de coragem de abrir mão de certas coisas, de correr atrás do novo. Mas não tenha medo, não pense na opinião alheia. Tenha coragem e corra atrás do que te faz feliz. A vida é uma só, e ela é muito curta, de verdade.

Não quero que o que eu digo aqui soe com o discurso “largue tudo e vá ser feliz”. O meu ponto é: às vezes, temos consciência de que estamos inseridos em situações infelizes, temos condições de mudar essa realidade, mas não o fazemos por uma série de desculpas.

Não faça isso! Lembre-se todos os dias: a sua felicidade é o seu maior tesouro — e ela só depende de você, de mais ninguém. Então, não deixe para amanhã, vá ser feliz hoje, agora!

Eu estou nessa missão e está sendo FODA PRA CARALHO, no bom sentido. Recomendo, inclusive.