Quem eu sou?

Eu sou o passado de algumas pessoas, sou o futuro de outras e sou um presente meu. Sou palavras, sou registros, sou um texto sem repetições. Sou o que ficou no rascunho e pensamentos não compartilhados. Sou preguiça, sou sono demais. Enquanto durmo o mundo não existe. Sou os sonhos que não interpreto e que me mostram tudo o que preciso saber. Sou as três ou quatro palavras que rabisco no pouco espaço em branco dos muitos cadernos que tenho. Sou uma desorganização completa. Sou as colagens nas agendas e sou os livros que não terminei de ler, sou os livros que não li… Ah! Como eu sou os livros que não concluí!

Sou miúda demais para confusões de sentimentos, e não me permito sentir. Quando o faço, me inundo! Quando transbordo, simplesmente transbordo.

Dos textos tortos que por descuido eu publico, sou pequenos desencaixes. Das músicas de minha playlist, sou o heavy metal e o pop nacional mamão com açúcar. De minha arte, sou as sombras dos tons esfumaçados de grafite e também sou as cores mais lindas da aquarela, que assim como eu se dilui em água e de água e de lagrimas. Das fotos, sou a magreza desengonçada da adolescência de estereótipos panicaticos. Das fotos, sou a magreza bela da atualidade de estereótipos de angels.

Toda certeza que tenho do que sou, é de que me faço ser em dois lados, pois de ambiguidades somos feitos, todo o mundo, todo o universo, toda felicidade, todo bem e todo mal. Eu me sou por mais completo que me permito ser.

E tu, quem és tu?

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.