Uma outra perspectiva para mulheres/homens que discutem sobre: Relacionamentos Abusivos, Empoderamento e Machismo.
Muito se fala sobre os relacionamentos absusivos com os machistas, mas você já parou para pensar que as suas relações tóxicas podem ir além do âmbito amoroso, e talvez seja por isso que você é uma vítima de machismo em pleno 2018?
Pois bem, assim é a vida; Você nasce, cresce, amadurece, vive e morre. E durante a sua jornada ninguém te diz exatamente o que é, ou quais são as pessoas que te impedem de “se empoderar”. Seja por sempre te lembrarem dos seus defeitos, seja por depreciar o que você faz, seja por sempre te comparar com alguém, seja por não enxergar suas qualidades, seja por fazer você acreditar que não tem qualidades, seja por tentar te transformar em algo que você não é, ou tudo isso junto.
Agora eu te pergunto, porque nunca ninguém te enviou uma lista por email das pessoas que precisam ser cortadas imediatamente da sua vida?
A resposta é fácil; Porque ninguém pode saber disso além de você. E agora vem a pergunta. difícil; Porque você não sabe?
— PAUSA DE 1 MINUTO PARA REFLETIR —
Você não sabe porque as pessoas que apresentam comportamentos abusivos tem duas vantagens em cima de você: A sua estima ou poder financeiro. Ás vezes os dois juntos, nos piores casos.
E agora, vítima de um estuprador da psique que você é, eu já imagino que a essa altura o seu cérebro automaticamente já achou um culpado. E esse culpado é VOCÊ!
“Ai meu deus, como eu posso ser tão idiota a ponto de gostar/depender de alguém que faz isso comigo?” PARE AGORA!
Gostou? Pare de gostar. Depende? Não dependa.
Você acha que gosta/precisa de uma pessoa que não te trata da forma que você gostaria de ser tratada porque foi programada a aceitar isso.
DE QUE FORMA EU FUI PROGRAMADA PARA ACEITAR ISSO?
Ora essa, de muitas formas! Pense na sua vida.
Pais problemáticos ou problematizadores? Amigos da onça? Ex namorado canalha? Professores pedantes? Chefes autoritários? Filhos ingratos? E a lista não termina… Faça a sua lista quando terminar de ler isso e já trate de corta-las SEM DESCULPAS. No final de cortar todas as pessoas que te fazem mal, corte o machista. Porque acredite, ele é só a cereja do bolo. Ou comece pela cereja, a ordem dos fatores não altera o produto.
Seguindo, por que é tão importante essa tarefa de cortar o mal pela raiz? Porque você só vai deixar de ser vítima quando parar de se vitimizar. Então corte pela raiz ou coma essa beringela estragada (cenourinha orgânica se for o caso dele). Mas come sem reclamar tá? Porque ninguém é obrigado a viver essa indigestão coletiva com você por tanto tempo. A escolha é sua!
Bom, junto com esse problema “muitas pessoas são uma merda” existem outros fenômenos sociais que contribuem para o relacionamento abusivo acontecer; O pertencimento (o ínicio), O espelhamento (o meio), e A atribuição de sentido ao desconhecido (a impossibilidade do fim).
Vamos adentro…
O ínicio:
O pertencimento é essa mania esquizofrênica que os seres humanos tem de precisarem se sentir parte de um grupo. E não só de um grupo, de TAL grupo. E se você não é daquele grupo? Ai ai… Você é uma pessoa menos interessante não é? Porque aquelas pessoas, que você nem conhece, tem tudo a ver com o que você queria ser. Mas como você não tem acesso aquilo, o que te resta é aceitar o que aparece, não é mesmo? Cuidado, ás vezes o machista entra como poeira através desse espaço entre o trem e a plataforma.
O meio:
Em segundo, falaremos do “espelhamento” que é O problema da “geração Y” (odeio esses termos idiotas) mas seguimos:
O espelhamento é você acompanhar o mimetismo de uma vida social através da internet, acreditar naquilo e PIOR querer se tornar algo que você não é. Simplesmente porque você foi influenciado por um influenciador que também não é o que parece ser. Muito louco né?
Mas qual é a soma dessa equação? O resultado é a perda de referência e aceitação do que você realmente é. O que automaticamente impossibilita de você chegar na melhor versão de si mesma. Afinal, você resolveu comprar uma blusa que a blogueira tava usando e bege nem fica bom na sua pele né? Ou teu cabelo é enrolado e você resolveu cortar franja porque ta na moda? Deu ruim né? Pois é… Não deu ruim só no cabelo e na roupa não. Deu ruim também na sua auto-estima.
E é NESSE MOMENTO que o machista pega o bonde, senta na janela, chega na sua casa, abre a geladeira, bebe tua cerveja e fala para você tirar o tal do batom vermelho! Se você não sabe nem qual é a porra do corte que cai bem no seu cabelo, como é que você vai saber que esta linda de batom vermelho? Não vai saber. E vai tirar.
A impossibilidade do fim:
Pois bem, passamos para o último fator que nesse texto vamos tratar, mas não menos importante que é a “atribuição de sentido ao desconhecido”. Que trem é esse?
E o mesmo trem que o seu machistinha de estimação vai pegar para continuar na sua cama (e você não vai gemer de alegria).
A atribuição de valor ao desconhecido é a “gestalt do julgamento”. Como assim? Muito simples, sabe aquela mancha de café que você derrubou na mesa e enxergou um unicórnio hoje de manhã? Pois bem, o nome disso é gestaltismo. Em outras palavras, seu cérebro desesperado por interpretações.
Agora façamos uma analogia que a mancha de café é uma pessoa, ok?
A mancha de café é só uma mancha de café. FOI VOCÊ que enxergou um unicórnio ali onde só tinha problema. O machista é só um machista. Limpa a mancha que ele deixou na sua vida e segue em frente!
Uma outra coisa que também chamam de gestalt e vai cair muito bem nessa “gestalt do julgamento” (que eu acabei de inventar), são aqueles desenhos que quando você olha de primeira parece ser uma coisa só, e depois você olha de novo são duas, três, quatro ou muitas coisas juntas.
Bom, imagine que esse desenho é uma pessoa. As pessoas tem muitos desenhos dentro de si mesmas escondidos não é mesmo? Sim, e é muito necessário prestar atenção e fazer esforços para enxerga-los, pois assim aprendemos a nos relacionar com os defeitos e qualidades dos outros sem se tornar um “opressor”.
Agora imagine que você é o desenho. Mais importante do que enxergar os desenhos dos outros, é enxergar os próprios desenhos, porque é assim que você enxerga sua beleza e aprende a se relacionar com seus próprios demônios sem domestica-los, e dessa forma os usa para se defender evitando a posição de “subjugada”.
Agora pense na sua relação, se esse homem só fizer você enxergar uma imagem dentro de si mesma, pegue um taxi e vá para longe dele mas para perto de você. Ou fique, a escolha é sua.

A Velha e A Moça