A gente vai se podando já que a vida diz que ninguém está podendo criar asas e nem dar asas a nada. Afinal o céu é o limite mas o seus pés tem que continuar no chão e os olhos também, do contrário os tropeços no caminho vão te impedir de chegar primeiro no final do arco íris que foi ofuscado pelo brilho do pote de ouro.

E com o ouro se pode ir até a lua, aí sim você deve voltar seus olhos pro céu, porque o mais importante é não estar por baixo.

É desse jeito que as flores da idade vão ficando sem cor, e os frutos do trabalho se tornam amargos e pouco férteis, com sementes que valem pouco na terra do ocidente, que mesmo tão doente insiste na lei do mais contente para reger a linha do tempo que permeia a rede de fios soltos dos laços sociais.