Com preço baixo, amendoim “anti-infarto” e comidas tradicionais, ambulantes fazem a festa da torcida na capital goiana
Goiânia ficou fora da lista das 12 cidades-sede da Copa do Mundo. No entanto, pelo menos para os vendedores ambulantes, que têm autorização do governo estadual para comercializar seus produtos dentro do Serra Dourada, não integrar o roteiro da Fifa foi um bom negócio.
O torcedor que acompanhou o amistoso entre Brasil x Panamá também comemora. No cardápio de iguarias tradicionais estão as pipocas doce e salgada, o milho verde cozido, o churrasco grego e o algodão doce.
“Aqui não tem padrão-Fifa. O torcedor come o que gosta e sai satisfeito.”
Um dos lanches mais populares do estádio, o sanduíche de pernil acompanha um refrigerante e sai a dez reais — o preço de um cachorro quente no cardápio oficial dos estádios da Fifa para a Copa. A água mineral custa dois reais e a cerveja, cinco, enquanto a Fifa cobrará dez e seis reais, respectivamente, pelos mesmos produtos durante o Mundial.
O campeão de vendas do comércio informal do Serra Dourada é o churrasco grego. Dono da única barraca do lanche no estádio, Leopoldino Fernandes, 54, vende cerca de 300 sanduíches nos jogos mais movimentados a sete reais cada. “Foi bom demais a Copa não ter vindo pra cá”, diz. “Aqui não tem padrão-Fifa. O torcedor come o que gosta e sai satisfeito.”
Outro que disputa a preferência das arquibancadas é o amendoim com casca, vendido exclusivamente pelo autônomo Tadeu Ximenes, que trabalha há mais de 30 anos no Serra Dourada, a cinco reais o pacote. “Meu produto é bom para o coração e evita infarto. Enquanto o torcedor descasca o amendoim, ele tira um pouco da tensão da partida”, conta.
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