6 meses como software developer na Stone | Banking
Tive algumas motivações pra escrever esse texto. Confesso que já estava pensando nele há algum tempo, apesar de começá-lo aos 45 do segundo tempo. Mas, nesta semana, algumas coisas especiais aconteceram. Dentre elas, hoje (06/11) completo 6 meses como desenvolvedor na Stone Pagamentos. Muito mais importante que isso, porém, é que o projeto no qual fui alocado quase que imediatamente após minha contratação, finalmente tomou forma física. E, ainda mais importante que isso, ele funciona.

Além disso, estamos com vagas abertas para para desenvolvedor, seja júnior ou pleno/sênior. E, no meu processo, queria muito saber como tinha sido a trajetória de outros que já tinham passado por isso.
Acontece que há pouco mais de seis meses atrás eu não imaginaria que estaria onde estou.
Outro dia minha recrutadora me disse “não lembro muito bem porquê eu resolvi te chamar pra entrevista”. Eu só podia concordar com ela que também não tinha entendido muito bem, e muito menos como cheguei a ser contratado. A verdade é que nunca fui desenvolvedor de software, tive uma ideia de startup(quem nunca?) e, como me faltavam programadores à época, eu aprendi a programar para colocar minha ideia na AppStore.
Como era de se esperar, não passou de mais uma de diversas publicações na AppStore(pelo menos a Apple aprovou rs). Mas, como já tinha aprendido tanta coisa, resolvi que tentaria trabalhar com aquilo(mesmo sem um mísero diploma de qualquer curso de nível superior). Já sabia que muitas empresas não ligam tanto para o diploma para tech, ou pelo menos era o que os devs americanos diziam nos seus canais do youtube. A real é que a grande maioria ainda pede, e não vejo problema nisso. Não me vejo melhor do que meus pares que possuem, muito pelo contrário, temos um gap grande de conhecimentos que muito provavelmente foi formato durante seus anos de faculdade meus anos fazendo outras coisas (história pra outro dia).
Processo Seletivo
Felizmente, uma empresa que eu já ouvia falar há alguns anos e achava legal não pedia. Me candidatei e eles simplesmente me mandaram um desafio em uma linguagem que nunca tinha ouvido falar na vida, mesmo sendo brasileira (Elixir what?). Linguagem maravilhosa, hoje posso dizer tranquilamente que não sinto a mínima falta de nada em Swift. Em Elixir tudo faz muito sentido o tempo todo, dá a sensação de que qualquer pessoa que saiba ler inglês e olhar com afinco o código vai entender o que ele está fazendo.
Na loucura de não querer deixar passar aquela oportunidade, passei um prazo curtíssimo para entrega. Pedi mais um pouco de tempo para a Recruiter e o enviei. Apesar de cumprir os requisitos pedidos, achava minha solução para o desafio péssima. Eu não o abri novamente desde aquele dia, e acho que quando abri-lo vou, além de rir, querer fazer direito. Por algum outro motivo, qualquer que seja, o tech leader responsável me chamou para a entrevista.
Se tem algo que alivia um candidato não formado na área para a qual se presta, é saber que seu possível futuro gestor também não é. Quando, logo na apresentação, ele falou que era bacharel em Filosofia, toda a tensão saiu. A entrevista correu bem e, passadas outras etapas, eu recebi a tão esperada ligação com a oferta.

Banking | Stone Co.
Sempre gostei de finanças e tecnologia, mais um seduzido pelo boom das Fintechs no Brasil. Porém o mercado no qual está o carro-chefe da Stone sempre foi a adquirência (la maquininha), que nunca me chamou muita atenção dentro do cenário do Mercado Financeiro Nacional.
Pensando agora, só posso me considerar realmente muito sortudo, pois o lugar onde caí na Stone era exatamente o que eu mais gostaria. Dentro de uma empresa de mais de 4.000 funcionários havia um pequeno time, um um tanto quanto apartado, quase que com sua própria cultura, mas alinhado com a missão dos outros 4.000.
O objetivo desse time era claro: finalmente livrar os empreendedores brasileiros de todo mal causado pela falta de transparência e malícia dos grandes bancos. Para isso, começamos (e seguimos) a criação de uma conta criada ouvindo os anseios do empreendedor brasileiro, suas preocupações e maiores necessidades.

6 meses depois
É impossível medir a quantidade de coisas que aprendi. Desde o aprendizado em Elixir a conhecimentos de arquitetura de software, redes, monitoramento, produtos… é coisa demais!
Achava que o dia a dia seria pegando uma feature aqui, outra lá, e simplesmente escrevendo código. Há muito mais além disso, toda a comunicação com parceiros externos, internos, time de desenvolvimento, devops, produto… tudo isso faz parte da rotina e a cada conversa você aprende mais coisas, tanto no lado técnico quanto no lado estratégico. É fantástico.
Se você tem interesse em trabalhar com tecnologia, só posso dizer que não me arrependo nada de ter começado. É incrível poder impactar de uma vez a vida de milhares de pessoas com seu trabalho. Pode ser um período curto para avaliar, mas não tão curto pra se sentir grato por fazer parte de uma mudança tão desejada por muitos brasileiros.
