da falta de você
eu sinto a sua falta.
sinto falta de você. da nossa amizade, das nossas convesas, de sentir e daquela sensação quando eu te conheci. acho que no primeiro dia eu me apaixonei. senti ali que aquela energia é uma das poucas que eu sintonizam comigo nesse mundo. seu toque, seu abraço, a forma como eu sorria quando estive com você era de derreter o meu corpo, amolecer a alma, os músculos.
seu cheiro, seus detalhes não me incomodavam. eu torço agora para que o mundo gire e você se arrependa do que falou, que volta atrás, que queira recomeçar. que traga até mim o seu toque e que não me solte mais.
talvez eu errei quando vi que estava aberta pra você e você não estava. ou, talvez, não tenha sido um erro. tenha sido apenas como deveria ter sido entre nós. pensar nisso e falar, escrever isso é aliviar um pouco a dor da saudade de algo ou alguém que pediu para se afastar. no fundo tenho vontade que você veja todas essas coisas te escrevo. que volte. que seja nós novamente de um jeito totalmente novo, de um jeito só nosso. com mais abertura, amor, maturidade e consciência. com abertura para alegria e romance.
ou, então, você volta mas de um jeito que não traga dor. que não traga sofrimentos para nós, tampouco, rejeição. que venha de modo integral. na forma de amizade, de amor, seja o que for, mas sem impureza. pois, escrever isso é uma tentativa de curar a ferida que ainda ressoa aberta. que às vezes incomoda — e se incomoda, dói. causa choro, fraqueza, vulnerabilidade.
no fundo, no fundo, eu peço você de volta.
no fundo, no fundo, eu pelo libertação da dor. alívio da causa. ou, inverso.