Do tal do amor

Senti que era aquele. O amor entrou, encantou, fascinou.

Que lindo! A alma viaja, flutua. A mente perde o controle da situação. E como isso é possível?

O sorriso é cor de rosa. Ou vermelho. Talvez azul. Talvez seja todos os tons que te remeta a alegria.

Sentia-me menos fria e mais completa. Sonhei.

Mas o tal do amor, não é brincadeira.

Eu caminhei por todo o arco-íris. Mas não tinha pote de recompensa ao final.

O tal do amor me pregou uma peça.

Mas não era aquela peça engraçada. Estava mais para Hamlet ou King Lear.

No fim, eu fiz parte da peça. Coadjuvante! Não nasci para ser a segunda.

Teve fim trágico, mas foi completo.

E agora, o tal do amor está aí de novo. Esperando para entrar, encantar, fascinar.

E eu to aqui, pronta para contracenar com meu sorriso mais azul.

Talvez vermelho.

Ou da cor que ele quiser.

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