Aula 1
Abrimos a primeira aula com uma reflexão, através de músicas, sobre o tempo e a psicologia. Uma música que não foi trabalhada no dia, porém me remete bastante ao tema é a “Paciência” de Lenine, na qual, em uma estrofe ele diz:
“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara”
Essa música, como as outras trabalhadas (Tempo Perdido, Tocando em Frente, O Que é, O Que é?), traz a ideia do tempo que passa, e as pessoas que vão correndo atrás dele — com pressa, muitas vezes — depois algumas querem voltar nesse tempo, outras se desgastam muito nessa caminhada, pois só enxergam o objetivo final e não se permitem aproveitar as pequenas coisas da vida, as pequenas etapas de cada fase do desenvolvimento. Também existem aqueles que já estão na fase da velhice e não são incapacitados de fazer o que lhes dá desejo, ao contrário do que o imaginário social, muitas vezes, afirma.
A dinâmica em sala de aula me levou a refletir bastante sobre como os costumes, crenças da nossa sociedade são vistos e interpretados. Onde, comumente, existe certa insatisfação com a fase na qual o indivíduo está vivendo, pois esse tem desejo sempre por outra fase — futura ou passada. Quando se é novo, deseja virar “gente grande”, quando é “gente grande” diz que a melhor fase da vida ficou para trás, juntamente com a “ausência” de responsabilidades, quando se é velho já não possui mais a saúde e a disposição esperada para viver a vida que planejou durante toda sua trajetória. Tudo citado acima deve ser colocado em grandes aspas, afinal, nem todos os casos são assim, existem pessoas que aproveitam os aspectos positivos e negativos de cada fase do seu desenvolvimento. Porém uma grande parcela sofre com essa não “aceitação” da fase na qual está inserido, e particularmente acredito que a cultura brasileira juntamente com o seu sistema econômico — o capitalismo — influenciam bastante a existência desse fenômeno. Afinal, se cultua que o importante é você produzir, estar no mercado, crescer na sua vida profissional, entre outros, logo, tudo que você dedicou sua vida toda pode deixar de existir ao se aposentar, por exemplo, o sentimento de ser útil para a sociedade pode acabar, afinal, é mais comum na nossa sociedade o sentimento que o velho é desatualizado, ultrapassado, diferente de outras culturas, nas quais o chefe da tribo era o mais velho, por ser o mais sábio, o mais experiente, exemplificando.