Quimera.

Céus!
Como me paralisa a sua necessidade de ser caos. 
Inconstante.
Travesso.
Moleque.

Acorrento-me a fúria entorpecente da sua existência na minha e tento, às cegas, tatear aquilo que deixamos existir de uma infinidade que tivemos que matar. Antes que nos dominasse, antes que nos descobrisse por inteiro, antes que nos refizesse alguém que tivemos medo de ser: nós.

Vendo-te ir, repito ao meu eu que não passastes de uma fantasia de saciedade. Eras apenas gota para minha sede desértica. A nota inicial e intermitente de um sinfonia que desejo eternizar.

Insisto que eras apenas brisa para o eterno verão que há em mim e, que sua chegada nunca traria o sossego que procuro. A ilusão do conforto. Nada além do presságio daquilo que verdadeiramente espero.

Serás para sempre o “quase” ainda que, te ver partir, me doa como se já tivesse sido por completo.

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