Outro Esporte #03

Resumo do que rolou e vai rolar nos esportes olímpicos

Ciclista belga Antoine Demoitié morreu durante prova na França
Vamos começar a semana com algumas histórias. Mesmo sem o glamour e o dinheiro do futebol, muita coisa boa aconteceu e vai acontecer no universo dos esportes olímpicos. Vamos lá?

Mortes no ciclismo

O debate sobre a segurança dos ciclistas profissionais entrou em pauta na última semana. Motivo: duas mortes no ciclismo. Quem anda de bicicleta convive diariamente com os riscos de dividir a rua com outros veículos. O belga Antoine Demoitié morreu vítima de um acidente durante a etapa da Volta de Gent-Wevelgem, prova que passa pela Bélgica e França. O atleta de 25 anos sofreu uma queda no norte francês e foi atingido pela moto da organização. Infelizmente, os atropelamentos de ciclistas por conta de veículos de apoio estão se tornando frequentes. Veja, no vídeo abaixo, como os motociclistas são cuidadosos com os atletas:

Demoitié não foi a única perda na última semana. Daan Myngheer, que tinha apenas 22 anos, sofreu um enfarte quando participava da 1ª etapa do Criterium Internacional. Ele passou mal, sobrou no pelotão nos últimos 25km e foi atendido pelos médicos da prova. Não fiz nenhuma pesquisa profunda, mas penso que o ciclismo é o esporte que mais perdeu atleta em atividade nos últimos anos.


No topo

Mudando de assunto, a melhor notícia da semana saiu no dia 1º de abril. Pareceu mentira, mas era verdade. O brasileiro Felipe Wu apareceu pela primeira vez na liderança do ranking mundial da prova de pistola de ar 10 metros. Ele, com 983 pontos, superou o americano Will Brown, que tem 877, e o sul-coreano Jin Jongoh, atualmente com 833.

A medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, disputados em 2015, e o primeiro lugar na etapa de estreia da Copa do Mundo, na Tailândia, neste ano, contaram para a somatória de pontos que levaram Felipe à liderança. A próxima etapa será o evento-teste das Olimpíadas, no dia 13 de abril, no Rio de Janeiro.


Sócio-torcedor, no rúgbi

O rúgbi foi, sem dúvida, o esporte que mais aproveitou a chance de disputar uma olimpíada em casa. A modalidade foi estruturada, cresceu, chamou a atenção de patrocinadores e vem ganhando fãs pelo Brasil. Agora, os clubes de bola oval querem conquistar as cidades que abrigam os times. Várias equipes vêm montando seus projetos de sócio-torcedor.

Jacareí Rugby, o Niterói RFC, o Serra Rugby Clube (Caxias do Sul), o Farrapos Rugby Clube (Bento Gonçalves) e a Poli Rugby (da USP) buscam garantir maior apoio das suas cidades para manter os projetos. Os objetivos são ganhar apoio à manutenção e crescimento das equipes, mobilização de toda a comunidade que se interessa pelo esporte e que deseja apoiar o clube com o qual se identifica.


Bendito fruto

A jovem Ana Sátila, 20 anos, é exemplo de mulher que abre caminhos em terreno pouco explorado por mulheres. Ela é a única no meio de nove homens da equipe principal de canoagem slalom. São quase seis meses morando e treinando no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro, de olho nos Jogos Olímpicos. Ela divide uma casa com quatro meninos. A suíte é dela.

Antes de mudar para a cidade maravilhosa, a atleta morava com a mãe em Foz do Iguaçu, onde fica o Centro de Treinamento montado pela confederação. A mãe da atleta foi contratada pela entidade para “vigiar” os canoístas em Foz. Ela ficou no Paraná e não acompanhou a filha na capital fluminense.


Samba e olimpíada

O programa de empregabilidade da escola de samba Portela, no Rio de Janeiro, vai selecionar cerca de 7,5 mil empregados temporários para trabalhar nos Jogos Olímpicos. O projeto “Portela dá Trabalho” vai fazer a pré-seleção e cadastro dos interessados nesta terça-feira (5.04). Os salários variam entre R$ 1.000 e R$ 6.000. A ação é uma parceria entre a empresa ManpowerGroup e a Portela.


Mídia

O site da Folha de São Paulo para o Rio 2016 recebeu uma nova cara. A página destacou as reportagens especiais feita pela redação: Geografia dos Jogos, Rio em Transformação e Meu momento olímpico.

Outra dica é a versão brasileira do Vice Sports. Bem ao estilo da publicação, as pautas são interessantes e passam longe das notícias que vemos diariamente em outros portais. Como tirar das cinzas um time de futebol feminino e o dialeto particular do rúgbi feminino brasileiro são algumas das pautas publicadas no portal.



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