A divindade Ayrton Senna

Primeiro de maio. Mais um primeiro de maio. E la se vão 23 anos daquele primeiro de maio de 1994.

Vinte e três anos em que as manhãs de domingo não são mais as mesmas.

O acidente na curva Tamburello, naquele GP de San Marino, teria sido o trágico fim de qualquer piloto. De Ayrton Senna não.

Super-heróis não morrem.

Há 23 anos atrás perdemos o piloto Senna, mas ganhamos a divindade. Ayrton Senna figura no ideário do povo brasileiro como uma figura sagrada, acima de críticas. A representação de caráter, liderança, superação e coragem. Questionar a sua veneração seria questionar esses valores. Como um teste de caráter.

As crianças escutam suas histórias e fantasiam possuir os seus poderes. Os adultos o veneram como uma espécie de mártir em um país em que nos vendem que ser cretino é normal.

O piloto britânico de F1, Lewis Hamilton, quando criança.

Uma divindade que representa a resistência de valores que mostram que, nós brasileiros, podemos ser melhores. Em um país que a todo instante saem notícias e manchetes que fazem o brasileiro se sentir desacreditado do país que vive. Ele não permite nos acomodarmos em qualquer arquétipo inferior, ele nos mostra que podemos mais!

Como se fosse o pingo de moral no país da imoralidade, a divindade Ayrton Senna segue mais viva que nunca. Ainda bem! Nós precisamos dele mais que nunca.

Salve Senna!

“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.”