Universidade: a máquina de esmagar sonhos.

Eu entrei na Universidade no final de 2012, no início dos meus 19 anos, quando fui cursar Engenharia Mecânica na Universidade Federal Fluminense. Era apaixonado por política, sonhava em escrever um livro algum dia e acreditava que mudaria o mundo.

Mais de 4 anos depois estava me tornando um cara incrédulo, sem criatividade e “consciente” de que meu lugar no mundo era em alguma empresa mantendo o status quo e preso a alguma remuneração mensal.

O que havia acontecido comigo ?

Eu, como outros diversos colegas, tive meus sonhos destruídos pela Universidade e sua rotina. Desde o começo dela somos reduzidos a números (ao sermos atrelados ao nosso Coeficiente de Rendimento) e presos aos costumes que nos são impostos na sala de aula. Você deve seguir a cartilha do professor para a aprovação na matéria. Foi genial, porém diferente do pré-estabelecido…Zero. E assim somos moldados. Como 'Carlitos’, o famoso personagem de Charles Chaplin, em “Tempos Modernos”.

O sucesso se torna um conceito intrinsecamente ligado a se tornar um profissional rentável financeiramente. O resto é fracasso. O que você acrescenta a sociedade, sua capacidade de questionar, a sua forma de ver o mundo… Nada disso importa.

E, aos poucos, vamos nos tornando quem antes odiávamos. Agimos sistematicamente. Somos produzidos em profissionais para o mercado, e só.

Acorde! Questione! Não deixe a Universidade estragar seu futuro o fazendo acreditar que só existe uma maneira de ganhá-lo. O mundo precisa de pessoas dispostas a encarar mudanças. De sonhadores. Pois de “pessoas bem sucedidas” ele já está cheio.