toda prece despede

tem hora
que a vida passa serena e devagar

outrora

vaga
distinta
sem pestanejar

sutilmente engolida pelo caos
e o mal derredor

é,
tem hora que o joelho pede chão
e o âmago
anseia pelo céu
sussurrando: vem Pai, vem

(sutilmente, Ele vem)