Ser um desenvolvedor ou CTO

TLDR; Não há problema nenhum em gostar de programar e querer apenas lidar com código; Talvez não devêssemos nos apegar a títulos que colocamos no LinkedIn

Olá pessoal me chamo Breno Oliveira sou pai, marido, programador, karateca, ciclista (migrando para motociclista).

Quero compartilhar com todos um pouco da minha história e de seus próximos episódios.

Eu trabalhei no Moip (agora só Wirecard) por cerca de 7 anos e alguns meses, posso dizer que de fato consegui ajudar a construir a historia da empresa.

Como programador lá meus desafios eram basicamente técnicos, como esperado né, que iam do Java ao JavaScript colocando meu fone de ouvido e como eu sempre digo me isolando no fantástico mundo de Breno, esse era um mundo que me sentia totalmente confortável afinal sempre fui apaixonado por programar e adoro os desafios que sempre recebi.

Com o tempo fui crescendo dentro da empresa como esperado e pude contribuir um pouco mais além do código, eu percebi que alguns dos meus colegas se inspiravam em mim, como bom exemplo e outros como péssimo exemplo kkkk afinal isso normal. Então decidi que queria ajudar mais a empresa que trabalhava gerando uma nova leva de programadores e com isso sempre fui aceitando, em meus times, pessoas de outras áreas da empresa que tinham interesse em programar.

Com isso pude treinar algumas pessoas dentro da empresa e tenho muito orgulho deles, muito mesmo e cada um deles sabem disso.

Logo minha trajetória seguia para tocar toda a engenharia da empresa e de fato isso aconteceu. Logo de cara fiquei animado, porém, absurdamente apreensivo afinal cada decisão que eu tomasse teria uma enorme responsabilidade, afinal:

With great power comes great responsibility, Uncle Ben

Tudo isso se juntando com um outro momento da minha vida que era de se tornar Pai, então foram meses da minha vida que vivi intensamente, entre estar a frente de toda a engenharia da empresa e ser pai presente.

Com isso cometi muitos acertos e erros como esperado, mas resolvi dar um passo para trás para poder andar para frente de maneira sábia. Conversando com um dos fundadores da empresa, o Daniel Fonseca, pessoa na qual tenho uma enorme admiração, resolvemos juntos que ainda não estava pronto para cuidar de mais de 70 pessoas em uma empresa que tinha sido adquirida por uma multinacional e iria expandir mais ainda. Então voltei a cuidar de uns do times mais Core da empresa. Um mundo um pouco menor do que estava lidando.

Quem me conhece sabe o quanto eu tenho o desejo de conseguir empreender e sabem muito bem da minha paixão por finanças pessoais, foi então que tive a oportunidade de conhecer a Monica Saccarelli e o Fred Meimberg através de um amigo em comum.

Eles estavam iniciam um fintech na área de micro-investimentos e como num passe de mágica eu estava completamente envolvi no projeto, mesmo sem nem saber se eles iriam me aceitar. Já tinha discutido com a minha familia que queria demais me jogar nessa aventura (Digo aventura pois nem nome tínhamos).

Quando oficializaram a proposta para mim eu já tinha aceitado e atualmente estou como CTO do Diin.

Na minha carreira tudo foi me levando a esse caminho e muitos devs acham que esse é o caminho mais natural. Mas não, não há problema nenhum em querer ser programador e ficar focado no código.

Não se prenda em títulos que vemos no LikedIn ou nível de senioridade, se apegue em fazer algo que realmente você gosta e que faça você feliz. Mas não deixe de experimentar outras oportunidades e não há vergonha nenhuma em andar para trás.