Snapchat Journalism

All too often, we learn of revolutions in police states of third world countries from citizens on social media. This week, the stories and images online looked like a world away but unfortunately it was close to home. The stories of Ferguson, MO became national stories as they were shared by media and citizens on social media.

AP Photo

As the evolution of journalism continues on social media, storytelling through real-time mobile video is the latest shift. On Thursday, filmmaker Casey Neistat traveled to Ferguson with Vice News to cover the story for 24 hours. If you are not familiar with Casey’s work, check out his acclaimed YouTube channel to view.

In recent months, he began using Snapchat to share video stories and later posts to his Snapchat Stories YouTube channel. Instead of putting words in his mouth, I’ll let him explain:

http://youtu.be/d2FJEEAhTo0?list=UUb8FPM22JlU-FriBrwyqoxg

Casey has shared Snapchat stories from the Crabman Triathlon to restaurant reviews to how to shoot a title sequence. If you thought Twitter, Facebook and Instagram felt close; then Snapchat puts you in users’ living rooms. The same can be said for journalism as Snapchat is now being used as a tool. On Thursday, Casey used Snapchat to provide unfiltered access within Ferguson. Here is a video of his Snapchat stories posted to YouTube:

http://youtu.be/Bf9hAXe7sdc?list=UUb8FPM22JlU-FriBrwyqoxg

Following Casey on Snapchat Thursday, I felt inside the events of Ferguson for the first time. The general public has gotten closer and closer to the news through the advancement of technology from newspapers to television to social media. As I followed along, I tweeted the following:

https://twitter.com/BrentSGambill/status/500088277786193922

Within minutes @CaseyNeistat retweeted my post. As is typically the case on Twitter, users began to engage about Snapchat as a functional platform for journalism. Below are some of the highlights from the debate:

https://twitter.com/mbyhoff/status/500139688049790976
https://twitter.com/BrentSGambill/status/500147089159241729
https://twitter.com/mbyhoff/status/500147730086658048
https://twitter.com/BrentSGambill/status/500149925494419457
https://twitter.com/CaseyNeistat/status/500164043345526784
https://twitter.com/CaseyNeistat/status/500240373642719234

The conversation on Twitter continued, but what I took away was the reminder that social networks are simply tools. From individuals to brands, we all have access to these tools but how we use them is how we tell our story.

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Bel Pesce e o empreendedorismo de palco: porque a Menina do Vale não vale tanto assim

Quando fiz meu vídeo sobre o hilariante fiasco da campanha de crowdfunding da “hamburgueria” Zebeleo (sim, ainda tenho um implicância quase irracional com esse termo desnecessariamente gourmetizado), fui duramente criticado por reduzir a tal Bel Pesce a “um desses playboys aí” com o que muitos julgaram ser um ar de desmerecimento.

O vídeo da presepada dos três foi tirado ao ar, mas a internet jamais nos priva dessas coisas. Aqui está o reupload:

https://www.youtube.com/watch?v=_MSb5y6tDwI&ab_channel=MatheusB.

Eu jamais tinha ouvido falar na moça, pra surpresa de muitos, e minha suposição é que ela era apenas mais um rosto entre essa turminha de hipstersmillenials descoladinhos e cosmopolitas que orbitam o mundo marketeiro brasileiro enquanto repetem jargões da propaganda. Você sabe, aquela galera que está sempre inovando o mindset 2.0 do paradigma com sinergias do brand pra agregar ao engajamento do upcycling de um job e coisa assim.

Ledo engano. Fui informado que, em vez disso, a garota é uma wunderkind brasileira sem paralelos. Formada pelo célebre MIT, a menina passou por pelas mais consagradas instituições do mundo da tecnologia — Microsoft e Google –, e até meteu o dedo no sistema bancário. Não parando por aí, ela também fundou várias empresas (uma delas que, seguindo a cartilha de sucesso no Vale do Silício, foi posteriormente vendida por milhões).

E após todo esse sucesso que não deixa a desejar perante as biografias dos grandes luminários da tecnologia como Bill Gates, Steve Jobs ou Elon Musk, Bel Pesce voltou ao Brasil pra injetar uma necessária dose de empreendedorismo na nossa combalida economia.

Em outras palavras: eu sou um perdedor imbecil invejoso e a garota é um prodígio promissor que trouxe reconhecimento e o espírito empreendedor ao Brasil.

Da mesma forma que minha falta de respeito com os respeitáveis louros da garota provocou incômodo em muitos, houve um outro tipo de chateação no vetor oposto — alguns inscritos se revoltaram com a oportunidade que eu perdi de expor a moça que, de acordo com eles, é uma charlatã do emergente (e lucrativo) mundo do chamado “empreendedorismo de palco”. A mulher é uma fraude, insistiam alguns, e quando ouviram seu nome saindo de minha boca, eles esperavam que o foco do meu vídeo seria desmantelar a fachada de sucesso que a garota montou à base de palestras de auto-ajuda vazia salpicada com clichês requentados do tipo “acredite no seu sonho” e “cada derrota é uma lição aprendida”.

Esses detratores fizeram a moça soar como um Robert Kiyosaki de saias, isso é: um suposto empreendedor que é referenciado e reverenciado exclusivamente por gente iludida com promessas de riqueza e glória através de esquemas furados. Da mesma forma como o Kiyosaki é um profeta da galera das pirâmides financeiras, a Pesce seria da turminha com gana de “empreender”.

Incerto de qual dessas versões de Bel Pesce seria mais fiel à realidade (e já antecipando que a verdade estaria mais ou menos na intersecção das duas, o que é geralmente o caso), fiz o que fui ensinado a fazer dois mil anos atrás nas minhas aulas de Metodologia Científica na UFMA — observei sistematicamente, verifiquei a veracidade dos fatos propostos, e elaborei uma hipótese passiva da revisão por pares.

E a hipótese em que cheguei, lastreada nos fatos que discutirei nesse texto, é a terceira etapa do processo. Sejam meus pares e digam-me aí vocês o que pensam.

Então. Pra entender melhor a biografia da moça, fiz o mesmo que faço quando a solução de um puzzle num videogame me escapa: recorri ao Google.

Fui levado ao seu site em inglês, onde é declarado que:

She studied at the Massachusetts Institute of Technology (MIT), where she got Majors in Electrical Engineering & Computer Science and Management Science, and got Minors in Economics and Mathematics.

Eu franzi a testa. É uma forma particularmente curiosa falar qual a sua formação acadêmica dizendo que tem “majors em X” e “minors em Y”, e pra entender porque, preciso explicar como funciona a educação superior gringa.

Nos EUA/Canadá, o processo de formação acadêmica permite que as disciplinas eletivas (ou seja, aquelas que não são diretamente fundamentais para o seu diploma) se agreguem de forma que você pode ser dito um mini-especialista num determinado assunto que foge da sua área principal, mas é também do seu interesse. Por exemplo: tenho um amigo que é formado em Biologia (ou seja, esse é o seu “major”; ele é biólogo, essa é a área de enfoque da sua carreira acadêmica e seu título), com um “minor” em Psicologia. Ele não é um psicólogo e nem pode se meter a diagosticar ninguém; ele tem apenas conhecimento superficial dos fundamentos da psicologia.

Que fique claro: o objetivo do minor é puramente saciar um interesse leve duma disciplina. Academicamente falando, é pouca coisa acima de ler artigos na Wikipédia sobre um assunto. Não é vantagem que se conte.

Além disso, dentro da cultura norte-americana, a linguagem do “tenho um major em X” é típica de alguém que cursou algo, não completou, mas quer ainda usar este fato para imbuir-se de autoridade acadêmica num determinado assunto, levando o interlocutor a concluir que está falando com um especialista formado naquela area.

Seria como eu querer usar o fato de que “cursei Física!” pra soar erudito e detentor da razão num assunto científico, omitindo o fato de que não me formei e que foi há tanto tempo atrás que não lembro mais de quase nada do curso.

Isso talvez se deva, naturalmente, a uma certa de falta de familiaridade da garota com a cultura e a língua (ou não, já que ela morou lá por sete anos), mas me deixou com várias pulgas atrás da orelha. A sintaxe mais comum seria dizer algo como “I have a degree in X”; informar major e minor é desnecessário.

…exceto, é claro, caso você queira pintar-se como um super-especialista que domina inúmeros campos diferentes. Ao longo da minha “investigação”, descobri que parece recorrente o hábito da empreendedora de exagerar seus feitos usando palavreado vago.

A impressão que acabei tendo da Bel Pesce é, talvez mais do que os “Electrical Engineering & Computer Science and Management Science, Economics and Mathematics” que seu site enumera, a área em que ela é realmente expert é aumentar seu capital social aparente inflando seus feitos através de uma linguagem cirurgicamente específica que, embora evite entrar descaradamente na mentira, tem um claro design de induzir o interlocutor ao engano em relação às suas realizações.

Sabe o cara que descreve seu trabalho de caixa no McDonalds como “analista responsável pelo fluxo de capital operacional de uma grande empresa multinacional”? É nesse território em que estamos, e eu acho que posso provar isso de forma inegável.

Foi por isso que a moça parecia ter diplomas de Schrodinger — o número de canudos dela sempre variava entre 4 e 6 dependendo de quem estava escrevendo a matéria em português, um sintoma perceptível da dificuldade brasileira em compreender o que diabo seriam os “majors” e “minors”. “Bota aí que ela tem seis ‘diplomas’ mesmo, porra”, consigo ouvir mentalmente o redator preguiçoso ordenando alguém a simplificar a coisa.

E se a Bel Pesce se incomodava em publicarem erroneamente que ela era uma multi-profissional especialista em tudo e um pouco mais, ela não fez grandes esforços pra esclarecer isso.

Esse detalhe de “major/minors” (ao mesmo tempo que parce deliberadamente evitar se identificar como formada) foi justamente o proverbial “onde tem fumaça, tem fogo” que desencadeou meu interesse em verificar as supostas conquistas da moça. Se a moça tivesse dito desde o começo “sou formada em X e Y, ponto”, eu não precisaria ter que escrever 10 parágrafos explicando isso, porque ninguém estaria pensando que a mulher tem um número surreal de formações e usando isso como argumento de que ela não pode estar errada. Como falei, fazer acreditarem que ela é uma profissional com múltiplas áreas de expertise não foi acidente — foi por desígnio.

Olha até a porra da UNICAMP falando que a mulher “se formou simultaneamente em cinco faculdades: engenharia elétrica, ciência da Computação, administração, matemática e economia“.

Em seu site em português, ela diz com todas as letras que se formou em cinco disciplinas. Ela também omite, mas é óbvio, que “Electrical Engineering and Computer Science” é um curso só no MIT,e não dois como ela obviamente tenta fazer parecer.

Diga-se de passagem, através do link aí do OpenCourseWare você pode literalmente assistir todas as aulas, acompanhar todos os exercícios do curso, fazer as provas e tudo. Espantoso!

Voltando às lorotas da Bel. Essa forma estranhamente inflada de descrever sua formação, somado a sites gringos dizendo explicitamente que ela “dropped out of MIT” (ou seja, “largou o MIT”), me faz pensar que nem formada ela é. Não estou dizendo que ela não é — estou dizendo que ela usa linguagem típica de quem não é, e que isso é… estranho. Uma formanda do MIT não deveria precisar desse tipo de palavreado pra inflar seu currículo.

O que ela está tentando esconder…?

Em seguida, voltei minha atenção à Lemon, uma (finada) empresa de planejamento financeiro que a mídia brasileira reportou que Pesce teria fundado. A página de Economia do UOL diz explicitamente que a brasileira fundou a Lemon, adicionando o floreio poético de que a empresa “nasceu das idéias dela”. A IstoÉ confirma que a autoria da Lemon é de Pesce, dizendo que a moça “montou sua própria empresa”. Nesta outra matéria, o UOL dá crédito de fundadora da empresa à Pesce (além de martelar novamente as supostas 5 formações da garota, num exemplo prático da máxima da “mentira contada mil vezes que se torna verdade”).

A fonte disso, evidentemente, são afirmações da própria Pesce — visto que nada no registro histórico da empresa confirma isso. De acordo com a Wikipédia, o fundador da compania é um empresário chamado Wences Casares.

A propósito, Casares deu em 2012 ao The Next Web esta entevista falando sobre a adição de Bel Pesce ao time. Por que um outro maluco estaria apresentando a suposta fundadora da parada como “uma adição ao time”, eu não sei. Ela não é citada como co-criadora ou nada assim.

Literalmente todas as matérias escritas sobre a Lemon que falam sobre um fundador (que não sejam brasileiras, e portanto usando como fonte a própria Bel) identificam Casares como tal. Aí estão algumas:

http://www.bizjournals.com/phoenix/blog/techflash/2015/08/lifelock-lemon-founder-locked-in-dueling-lawsuits.html

http://www.coindesk.com/lemon-wallet-acquired-lifelock-42-6m/

http://mashable.com/2013/12/12/lifelock-acquires-lemon/#YLeyy1Qj4mqf

http://www.recode.net/2014/3/13/11624538/lemon-digital-wallet-founder-wences-casares-gets-20-million-in

https://aerolab.co/lemon

http://latino.foxnews.com/latino/money/2013/12/20/son-sheep-ranchers-lemon-wallet-co-founder-wences-casares-is-serial/

http://www.forbes.com/sites/brucerogers/2012/08/23/will-wences-casaress-lemon-com-replace-your-wallet/#697a181d43cc

É claro e inegável — A única pessoa alegando que Bel Pesce fundou a Lemon é Bel Pesce. Curiosamente, ela jamais corrigiu os repórteres que atribuiram a empresa a ela (de onde você acha que veio a versão em que ela é a criadora da parada, afinal de contas…?).

Ela trabalhou na empresa, sim, mas exagerou os detalhes de sua atuação, o que é bem similar ao exagero dos quatro ou cinco ou seis diplomas.

Veremos que isso é um padrão no currículo da “empreendedora”.

Antes da Lemon, a Bel já era conhecida como uma história de sucesso por “ter trabalhado no Google, Microsoft, e Deutsche Bank”.

Exceto que ela não “trabalhou no Google, Microsoft e Deutsche Bank” da forma que vem em mente quando lê esse currículo, e essa ilusão é mais uma vez intencional. No seu LinkedIn, ela é atipicamente franca — na verdade, ela fez apenas curtos estágios facilitados por um programa do MIT que envia estudantes pra trabalhar em grandes empresas. A realidade é que não há nada de muito glamuroso nesses estágios — os estudantes geralmente executam afazeres triviais ao redor do escritório e participam em modo “read only” (ou seja, só observando, sem muito input ou autonomia) de alguns projetos paralelos das empresas. Basicamente, pra ver como é que é trabalhar no Vale do Silício.

Diga-se de passagem, o MIT manda aluno a rodo pra ser escraviário em empresa de tecnologia. Não é algo particularmente excepcional ou prestigioso. Vários destes estágios sequer são remunerados.

Somando todo o tempo que ela passou nessas três empresas, dá pouco mais de um ano — 4 meses no Google, 4 no Deutsche Bank, e outros 8 na Microsoft (embora neste vídeo ela diga que só passou 3 meses lá…?). E, novamente, o registro histórico não confirma suas alegações de que ela participou de projetos das empresas.

Por exemplo. No LinkedIn, Pesce diz sobre sua atuação na Microsoft:

[Bel Pesce] was part of a project to develop software that uses a webcam to track users’ actions. The main goal was to create a Multi-Touch interface that would let people interact with computers by only using a webcam and colored objects. The project also included a Software Developer Kit (SDK) that would allow other users to create their own Multi-Touch applications. Bel was part of the day-to-day of the project, documented the SDK, produced a demo to show the power of the SDK, recorded walkthrough videos to teach how to use the SDK.

Só tem um probleminha. Aqui está a lista de coordenadores e desenvolvedores do projeto. Aqui há uma página onde o grupo responsável pelo Touchless presta agradecimentos a membros da comunidade que também os ajudaram. Repare a distinta ausência do nome da Menina do Vale nas duas.

E este é o vídeo da apresentação do SDK do Touchless:

https://www.youtube.com/watch?v=hJuJJOK7MMc&ab_channel=MikeWasserman

A empreendedora brasileira também não se faz presente nessa apresentação. O que é muitíssimo provável é que em sua curta curta passagem na Microsoft, ela fez nada além de auxiliar o grupo em tarefas triviais de escritório — ou seja: coisa de estagiário mesmo.

Isso não a impediu de, aos 24 minutos deste vídeo, se caraterizar como líder/organizadora do projeto. Michael Wasserman, o real idealizador do Touchless, talvez não gostaria de saber que uma autora brasileira de livro de auto-ajuda está tomando crédito por sua invenção.

Quando fala de seus dois meses no Google, Bel diz que…

Developed a tool that help find bottlenecks in the machine translation code. The tool puts together CPU, RAM and disk usage information, along with periodic code profiles.

Mas que “tool” foi essa? Cadê o nome da ferramenta? Por que omiti-lo…? E a documentação? Referência em algum lugar qualquer? Confirmação externa de seu envolvimento com tal ferramenta?

Não existe.

Em sua outra passagem pela Microsoft, ela atribui a si mesma…

Development of software for Smartphones
Fully experienced Program Manager, Developer and Tester roles during the project:
Program Manager: organize the project as a whole — write specifications, negotiate features, drive meetings, research technologies, design project website
Developer: Write clean and efficient code, making use of the newest technologies to improve coding solutions
Tester: Create smart test cases and debug the software

Que software ela desenvolveu pra smartphones? Estagiária program manager? Como assim? Aliás, é curioso que esta prolífica programadora e “fully experienced program manager” não tem uma página no github, ou uma linha de código sequer atribuída a ela. Como alguém frequentou uma das maiores faculdades de tecnologia e se formou em Ciência da Computação sem ter literalmente UMA LINHA DE CÓDIGO PUBLICADA chega a ser fantástico.

Já na Ooyala, uma plataforma de vídeo online que ninguém nunca ouviu falar na vida, ela teria “liderado três times de engenheiros”. Aliás a citação é perniciosamente recorrente:

Eu te desafio aqui e agora a achar QUALQUER menção da moça trabalhando na Ooyala, qualquer documentação, e liderando os tais “três times de engenheiros” que não seja um texto citando isso como seus atributos de palestrante. Vai lá.

Ela só diz que fez e aconteceu, e a mídia acreditou sem pestanejar. Além de aumentar sua contribuição em projetos, essa é a outra marca registrada de Bel Pesce — a estranha ingenuidade que a mídia brasileira tem perante suas alegações facilmente refutáveis.

Além dessas conhecidas empresas em que Bel Pesce teve uma brilhante participação [citation needed], a inovadora também iniciou inúmeras empresas próprias. Quando eu digo “inúmeras” é literalmente porque não consigo enumera-las; quando mais eu pesquisava, mais empresas supostamente criadas pela Bel Pesce apareciam. A garota é uma boneca russa de empreendimento, você abre uma e tem outra empresa dentro.

Por exemplo. Neste artigo, aparentemente escrito por algum tipo de fanboy da garota, aparece a menção do Talenj, uma empresa co-fundada e comandada pela Bel. O site descreve o Talenj como “a company that makes and designs websites”. No Twitter, ela diz que a proposta da Talenj era “conectar consumidores a marcas por meio de competições“. A UNICAMP descreveu o Talenj como uma empresa que “promove aprendizagem por meio de desafios on lines“.

É quase como se ninguém soubesse que porra afinal é o tal Talenj, né?

Hoje eu farei algo que ninguém da mídia fez: vou te mostrar o que é realmente o Talenj.

É disso aí que a garota é CEO. Ou nem isso, já que de acordo com a política de privacidade da “empresa”, o responsável pelo site é um tal de “Alex”.

Voltando ao LinkedIn da moça, vemos que ela foi responsável pelo “business development” de um tal de Krowder.com. A página é defunta, e até o Wayback Machine tem dificuldade de catar seus elementos. Por que ela estaria clamando atuação com título glamuroso numa “empresa” morta, que ninguém jamais ouviu falar, supostamente num estado onde a Bel Pesce nunca morou?

Acho que podemos imaginar.

Ela é também a CEO e fundadora do WhatIf, um site com design que eu esperaria de um adolescente em 1999 e não de uma graduada em ciência da computação pelo MIT. Novamente — página quebrada, defunta, sem qualquer referência a ela como fundadora, e que muito evidentemente não rendeu um centavo qualquer.

Entre 2007 e 2008, Bel também diz ser a CEO e co-fundadora do “WaterAfrica”, engajada no “Development of a solar-powered piping system that enables better water distribution in Africa“.

Achei duas WaterAfrica na internet inteira. Uma foi fundada em 2006 por alguém chamado Bill Savage, e a outra existe desde 2001. Lembre-se disso da próxima vez que um fanboy da empreendedora disser que a menina “gastou tanto de seu tempo com ONGs beneficentes”, como foi o caso nos comentários do meu vídeo. Talvez ele ache que ela DE FATO fundou tais empresas, quando a realidade é que eram devaneios esparsos de uma garota imaginativa.

Eu paro pra pensar que esse texto seria bem menor e mais fácil de escrever se a Bel não tivesse inventado TANTA história.

Eis a minha hipótese. O mérito real da Bel resume-se a ser aceita e formar-se (?) no MIT. Lá ela tentou entrar na indústria da tecnologia, e aparentemente não obteve muito êxito, porque tudo que ela conseguiu fazer foi estágios curtos e sites mal-acabados sem muito propósito ou sequer usuários. A empresa que ela supostamente fundou foi vendida por US$ 42 milhões e a menina não recebeu um centavo sequer, aparentemente não manteve equidade na empresa, nadica de nada.

Com o visto de estudante expirando e nenhum prospecto trabalhístico concreto que a permitisse estender sua estadia na gringa (em um vídeo que agora não encontro, ela deixa esse detalhe escapar, chegando a brincar que cogitou casar com um americano pra permanecer nos EUA), o jeito foi voltar ao Brasil. Foi aí que ela decidiu reinventar a “Bel Pesce que se formou numa das mais prestigiosas instituições de ensino tecnológico do mundo e que não conseguiu transformar esse diploma em NADA rentável e sequer permanecer nos EUA” pra “Bel Pesce prodígio com cinco formações, quarenta startups de sucesso, posições prestitiosas no Google e na Microsoft, autora de inúmeros produtos e serviços”.

Não importa quão absurda seja a sua lorota — alguém vai cair nela. Tem gente que acredita no Inri Cristo, afinal de contas. Eu não esperava é que a porra do nosso jornalismo nacional (mesmo tão sedento por histórias de brasileiros vencedores) deixasse a peteca cair tão lamentavelmente, repetindo feito papagaio o suposto sucesso da mulher, inquestionavelmente dando respaldo a “empresas” como a Talenj, sem excercer o mínimo de ceticismo responsável, e assim sendo cúmplice em seu processo de finalmente abrir uma empresa de verdade:

Uma empresa que ensina os outros a fundarem as próprias empresas — com cursos ministrados por alguém que nunca fundou uma própria empresa.

Uma ouroboros do empreendimento. Um loop recursivo de “inovação”. E como não falta trouxa nesse mundo, um moto-perpétuo de dinheiro.

Se a história parece inacreditável, se a despeito de todas as provas que você mesmo pode verificar você ainda acha que a mulher DEVE ser tudo que alega ser “porque apareceu na TV, saiu na IstoÉ…”, eu tenho que te informar que você é muito novinho, ou tem memória curta. Não é a primeira vez que um suposto intelectual com mais títulos universitário do que a maioria das pessoas tem bonés foi à TV relatar seus feitos fabulosos, salpicando suas abobrinhas travestidas de sabedoria. Lembram do Omar Khayyám?

Diga-se de passagem, esse negócio de empreendedorismo de palco lembra muito o esoterismo de rituais religiosos. O culto de personalidade em volta dos”líderes” dos quais não se pode falar mal, lendas passadas de boca a boca sobre seus feitos magnânimos, essa histeria de SIGA SEU SONHO REALIZE SEU POTENCIAL… agora tem até videoclipe chifrim semi-gospel declamando as virtudes do estilo de vida empreendedor:

https://www.youtube.com/watch?v=mtu5jiGOAzA&ab_channel=Gera%C3%A7%C3%A3odeValor

Que negócio brega do caralho. Troque uma ou duas palavras e você pode passar esse vídeo numa reunião de Herbalife ou em culto evangélico.

Esquecemos do Luiz Almeida Marins Filho, outra estrela do circuito de palestras motivacionais, com passagens por liderança de empresas gringas e inúmeras formações (até DOUTOR ele era!) — até o dia em que alguém olhou a fundo e descobriu que boa parte do currículo era aumentado. Já esquecemos do Bernard Madoff, um dos maiores charlatões que o mundo já viu, que abusou de sua influência no mundo finnaceiro pra fraudar investidores por mais de 18 BILHÕES de dólares?

Há uns cinco anos atrás, certamente alguém que tentasse alertar um amigo admirador do Madoff ouviria um “afff mano, ele é bilionário, tá lá em Wall Street e o caralho, apareceu em mil matérias sobre empreendimento, você acha que sabe mais que ele?” Hoje Madoff, que atende por “Prisioneiro #61727–054”, anseia pela data de sua liberação do chilindró: 14 de novembro de 2139 (sério, ele pegou 150 anos de cadeia. Os gringos não passam a mão na cabeça dos 171).

Algumas pessoas obtém reconhecimento (merecido ou não) e usam isso pra vender o ilusório. Parece exatamente ser o caso da Bel Pesce — foi aos EUA, frequentou uma instituição prestigiosa, passou (rapidamente) por várias empresas, apareceu em algumas matérias na gringa, o que a conferiu o verniz da legitimidade, e pronto: mesmo sem jamais ter empreendido na vida, faz pose e fala como especialista.

E pior, vende como especialista. Ela não fala muito sobre isso porque talvez ainda esteja explorando a validade do modelo de negócios, mas aparentemente a Bel planeja em breve iniciar franquias da FazINOVA, sua escolinha de empreendimento/auto-ajuda, prevendo tiers de investimento superior a cem mil reais.

Bel Pesce não tem literalmente conteúdo algum. Esta é a verdade inconveniente. Ela é basicamente um equivalente feminino do Tai “Here in my garage in Beverly Hills” Lopez: tem dinheiro, é supostamente um famoso empreendedor, já falou no TED também… mas todo mundo sabe que o cara é um charlatão do caralho, e ele é zoado abertamente por isso.

Ela tentou enturmar-se no Vale do Silício, mas nem a formação no MIT ajudou. Sem sucesso, voltou ao Brasil enaltecendo os próprios feitos na Meca Tecnológica tipo o Alfaiate Valente que anuncia “matei sete!”, omitindo que foram na verdade sete moscas — e como o protagonista da fábula, uma vez que a patuléia acreditou no homicídio séptuplo, manter a fama foi só uma questão de malandragem.

Seus livros são repletos de anedotas que, a julgar pelo sua característica de falta de compromisso com a verdade, tem o valor histórico das estorinhas do Sítio do Picapau Amarelo. Os conselhos de “empreendimento” não chegam nem a ser rebuscados como os dos outros autores de auto-ajuda venerados por piramideiros e outras amebas intelectuais. Eu te digo pra “acreditar nos seus sonhos” e “continuar perseverando” de graça.

As “empresas” atuais de Pesce citadas em suas biografias são a tal FazINOVA, que como mencionei é um cursinho de auto-ajuda que ela tem aspirações de transformar em franquia; a Enkla, uma editora que só publica livros dela, A “Figurinhas”, uma agência de publicidade que nem site tem, e oBeDream, com um site tão vago e piramidesco que eu te DESAFIO a me explicar do que se trata.

A moça não fez nem metade do que é atribuído a ela, e seus “empreendimentos” são transparentemente um veículo pra reafirmar sua habilidade de empreendedora. Empreendedorismo vindo do nada e servindo pra alimentar o próprio empreendedorismo: há algo quasetermodinamicamente errado com essa equação.

E nem precisei ir pro MIT pra perceber isso.

(Postei o texto neste tal de Medium porque meu site tá caindo desgraçadamente desde que o publiquei. Isso que dá não ter 5 diplomas do MIT e não saber configurar servidor. Meu site é www.hbdia.com, e estou sempre lá pelo Twitter como @izzynobre)

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How I Used & Abused My Tesla — What a Tesla looks like after 100,000 Miles, a 48 State Road trip, 500 Uber Rides, 20 Rentals & 2 AirBnB sleepovers.

Most $100,000 cars are babied by their owners. Never taken out except on a warm Sunday. Garaged and kept with extremely low mileage. Only driven by the owner, not even allowed to be driven by a spouse, much less a stranger.

Not my poor Tesla.

I’ve worked that thing like a rented freaking mule.

So, you ask, how did the Tesla hold up? What’s it actually look like now? What are the exact operating costs, repair numbers and dollars spent & earned on this car over the 2 years of ownership?

Read on to find out all the gory details…and the photos to prove it.

It all started on August 27th, 2014 when I purchased my Blue Tesla Model S P85. I bought it used with 35,000 miles from a local Phoenix owner for $79,000. It originally sold for well over $100K when new.

Here’s the car when I bought it with the original 21" Turbine wheels:

In just under 2 years, on August 16th 2016, I reached dual milestones: 100,000 Miles and 500 Uber Rides.

100,000 Miles & 500 Uber Rides happened within the same hour on August 16, 2016

As this was the first really expensive car I’ve owned, I needed to find a way to help pay for the car. Naturally, Uber came to mind so I signed up and actually gave the first official Uber ride in Flagstaff AZ when they opened the market on September 17th, 2014. As it turned out, this would be just one of many firsts for this particular Tesla. Here’s the tweet from the Uber rep in Flagstaff:

I ended up getting commercial insurance as I wanted to do UberBlack, the high end service. However, I didn’t actually get activated on Black for another 5 months as there was a waiting list in Phoenix. My first UberBlack ride was worth the wait: It was during the SuperBowl in Phoenix, and it was a ride that cost $305 of which I made $225.

My First UberBlack ride during SuperBowl 49 in Phoenix

During the same SuperBowl week, something crazy happened. My Tesla was getting world wide press.

Why?

Oh, just this little story about how I rented out my Tesla as “The World’s Fastest Hotel” on AirBnb. The story went completely viral as it was on CNN, CBS, ABC World News Tonight, and more blogs than I could count.

And yes, while I turned down several potential renters I did have 2 automotive reporters pay $85 & $385 (after I upped the price hoping to discourage more guests) to sleep in my Tesla as it was parked in my garage.

Awkward? Oh hell yes.

Funny? Certainly.

A real business idea? Ummm, that would be a big fat NO.

That media frenzy is what inspired my next Tesla adventure, the admittedly poorly named “Million Dollar Tesla Trip”. It was a 4.5 month, 27,615 mile journey across all 48 States plus Canada where I video interviewed interesting & inspiring people in the Tesla as we drove across the country. Interviewees ranged from founders of incredible charities, to the former Driver for Martin Luther King, several authors, lots of fellow Tesla owners, and another cross country road tripper who was volunteering with 50 youth organizations in all 50 States. It became the longest continuous road trip in an electric vehicle (unofficially) and I was the first Tesla owner to visit 200 SuperChargers. Read about my Top 11 Tips for Road Tripping in a Tesla.

After completing the massive road trip, I started renting my Tesla out on Turo.com, the “AirBnB for Cars” in October of 2015. Since my job is renting out Vacation Rentals, it wasn’t much of a stretch for me to rent out my Tesla. Turo provides the match-making service as well as insurance, so it’s worth their 25% cut.

Since I ditched my commercial insurance before the trip and wasn’t too excited about the low UberX rates, I didn’t restart driving for Uber till July of this year. I’m able to do UberX, the cheapest service, along with Select which is reserved for nicer cars and is about 2X the price although only about 1 in 15 rides is Select. Once I started though, it’s become somewhat addicting, but the beauty is I can quit or slow down any time.

Uber’s prices are so low, it really doesn’t pay to drive for Uber in an expensive vehicle especially if earning an income is your only goal. Personally, I wouldn’t Uber in any car besides a Tesla. I do it for several reasons: a great excuse to drive more, sharing the Tesla experience, and it’s fun meeting the mostly cool passengers. If you use it smartly, it can be a lot of fun, and slightly profitable.

There is no better way an individual owner can help Tesla achieve its mission “To Accelerate the Advent of Sustainable Transport” than to drive for Uber or Lyft.

One of the ways to Uber with very little time investment is to use Uber’s commute option where it only offers you riders going your same direction. This way you are paid for going where you were going already. Make someone smile while making some lunch money. Not too bad.

Total Cost of Ownership:

Cost of Tesla: $79,000 used with 35,000 miles

Regular Maintenance Cost over 65,000 miles in 24 months:

  • “Annual Service”: $600 (Yes, I’ve only done this once at 49,000 miles. Probably not a bad idea to do another soon)
  • 2 sets of tires: $1700
  • Oil Changes: Hahahahaha
  • Brakes? Nope. The regenerative braking does 95% of the work and recharges my battery at the same time.

Total Maintenance = $2300

Out of Pocket Repairs from 50,000 to 100,000 miles:

  • 12v Battery $400
  • Door Handle Repair $1000
  • Wheel well fasteners $80

Total Repairs = $1500

Total Maintenance + Repairs = $3800. Keep in mind, 65,000 miles is 5 years of “normal” driving at 13,000 a year.

I’d love to hear about any other $100K car go that far (with 50,000 miles out of warranty) and cost less than $4000 ALL IN? Oh, and I’ve probably spent less than $1,000 on electricity as well.

Earnings:

Uber — 500 Rides totaling $6,142.47 in 9 active months = $682 average per month. Less than 1 month was on UberBlack. Most of it was on UberX & Select.

Other Rides: $360

Turo — 20 Rentals totaling $6652.25 in 11 months = $604 average per mo.

AirBnb— 2 Rentals totaling $470

Total Tesla Income =$13,624.72 / 24 months = $567.69 a month average

Tesla Road Trip Savings: My 27,615 mile (the circumference of the Earth is 24,901 miles) 48 State plus Canada road trip cost $8.37. I had to pay for electricity 2 times, the rest was FREE thanks to the Tesla SuperCharger network. There were about 180 SuperChargers when I started the trip. There are now almost 300 in the USA. Gas savings assuming a 25 MPG car using a national average of $2.75 a gallon = $3037.

I also used the “Tesla Hotel” about 20 times out of the 132 nights on the road since the Tesla allows you to run the A/C or heat all night with no issues. With an average hotel cost of $75, this saved me $1500.

Total Road Trip Savings of just over $4500.

Should I have purchased the Extended Warranty?

As 50,000 miles approached, I had to decide wheather or not to purchase the Tesla Extended Warranty for $4000. This would extend the regular warranty to 100,000 miles. My choice? I was confident in the Tesla so I rolled the dice. No warranty for me.

As I hit 100,000 miles, I finally found out if I had made the right decision.

As noted above I spent $1500 out of pocket versus $4000 on the warranty so I made out by $2500.

Tesla also has an 8 year, unlimited mileage warranty for the Drive Train & Battery. This was great, as I did have the drive train replaced at about 65,000 miles and the battery replaced at about 76,000 miles. Tesla service was beyond fantastic in dealing with both issues and I was on my way with zero out of pocket cost.

The moral of the story? The Tesla isn’t a typical prissy $100,000 car. It’s meant to be driven, and driven hard. It’s not just a daily driver, it’s a high performance yet practical and extremely safe car. It’s better than a traditional car in so many categories it’s fall down funny.

So, you want to see the 100,000 mile photos??

Tesla with 100,000 miles and 19" Cyclone wheels — not as sexy as the 21’s but more economical
A few bits of road wear. The Xpel protectant has helped avoid rock chips
Some Road Rash courtesy of the concrete jungle: Manhattan, NYC

In my opinion, the Tesla has held up very well. Most of my Uber riders are very surprised when I tell them the car is almost 4 years old. Yes, there are a few more minor blemishes on the paint, but nothing out of the ordinary for 100,000 miles. I really don’t think you could tell any difference between my car and any other with similar milage even though I’ve given 500 Uber rides and rented the car out 20 times to complete strangers on Turo.

I implore any Tesla owner to throw out any notions of keeping your Tesla to yourself because you are worried you will ruin the car.

Share the hell out of it!

Sign up for Uber or Lyft and give people rides. Trust me, their reactions alone are worth it when they hop in your Tesla. Let others get a taste and they will soon realize what we already know. Let’s help spread the word about these world changing cars. My experience should prove that your car can take all the abuse you can dish out and then some.

Bonus Prediction:

I think even Tesla fans and industry analysts are massively underestimating what Tesla will do in the next few years with the cheaper Model 3 that should be fully autonomous shortly after it’s released. I think Tesla could sell 1 to 2 million units a year by 2020.

Tesla Model 3 starting at $35,000

To clarify, I believe the demand for that volume will be there, but the hard part is being able to ramp up production that fast. Odds say that will be tough to pull off.

However, once people realize they can pay $35,000 for a killer car that can earn them $30,000 in a year by simply pressing a button and telling your car to go pick up passengers for you while you work or sleep — it’s game over.

Wait, a car that makes me money?

Wait, a car that can drive me across the state for free, while I sleep or get work done? It can autopilot me through stop and go traffic, but I can drive it like Mario Andretti on the weekends?

Yes, please.

Not only will this affect car sales, but airlines will see more people shifting to driving vs flying and it will even make not owning a car more practical. This, along with many other ripple effects we are not even thinking about yet.

Bring on the disruption. It’s coming and coming fast. Just like a Tesla.

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The Shocking Reason Millennials are Binging on Songs about Binging on Drugs

robotorgy.tumblr.com

If you, like me, enjoy listening to other white women sing songs about how depressing it is to be a white woman, then you’ve probably noticed how many right now are about a female protagonist doing a ton of drugs. Not for fun, per se, but because her life sucks so much and drugs are the only way she can cope.

Let me tune you into this very depressing mixtape:

Lana Del Rey — High on the Beach

In “High by the Beach” Lana Del Rey wants to get high by the beach because she can’t stand being sober around a boyfriend she knows doesn’t love her while dealing with the nihilistic dread of existence:

Loving you is hard, being here is harder
You take the wheel
I don’t wanna do this anymore, it’s so surreal
I can’t survive if this is all that’s real
All I wanna do is get high by the beach
Get high by the beach, get high
All I wanna do is get by by the beach
Get by baby, baby, bye bye
The truth is I never bought into your bullshit
When you would pay tribute to me cause I know that
All I wanted to do was get high by the beach
Get high baby, baby, bye bye
Sia — Chandelier

Sia’s “Chandelier” admits openly that she’s binge-drinking because she can’t handle how much it hurts being conscious:

Party girls don’t get hurt
Can’t feel anything, when will I learn
I push it down, push it down
I’m gonna swing from the chandelier, from the chandelier
I’m gonna live like tomorrow doesn’t exist
Like it doesn’t exist
I’m gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry
I’m gonna swing from the chandelier, from the chandelier
But I’m holding on for dear life, won’t look down, won’t open my eyes
Keep my glass full until morning light, ’cause I’m just holding on for tonight
Help me, I’m holding on for dear life, won’t look down, won’t open my eyes
Keep my glass full until morning light, ’cause I’m just holding on for tonight
On for tonight
Phantogram — You Don’t Get Me High Anymore

In “You Don’t Get Me High Anymore,” the singer is complaining that her repeated efforts to obliterate her feelings with drugs have left her with such a high tolerance, she can’t get high anymore.

Cut it up, cut it up, yeah
Everybody’s on something here
My godsend chemical best friend
Skeleton whispering in my ear
Walk with me to the end
Stare with me into the abyss
Do you feel like letting go?
I wonder how far down it is
Nothing is fun
Not like before
You don’t get me high anymore
Used to take one
Now it’s takes four
You don’t get me high anymore
Tove Lo — Habits

And, oh my, in “Habits,” Tove Lo describes not just one addiction, but an apparent check list:

I get home, I got the munchies
Binge on all my Twinkies
Throw up in the tub, then I go to sleep
And I drank up all my money
Days kind of lonely
You’re gone and I got to stay high
All the time to keep you off my mind, ooh ooh
High all the time to keep you off my mind, ooh ooh
Spend my days locked in a haze
Trying to forget you babe, I fall back down
Gotta stay high all my life to forget I’m missing you
Pick up daddies at the playground
How I spend my day time
Loosen up the frown, make them feel alive
I make it fast and greasy
I know my way too easy
Staying in my play pretend
Where the fun ain’t got no end
Oh, can’t go home alone again
Need someone to numb the pain
Oh, staying in my play pretend
Where the fun ain’t got no end
Oh oh can’t go home alone again
Need someone to numb the pain

And of course, Lily Allen just comes out and say it in “Everyone’s At It:”

I’m not trying to say that I’m smelling of roses
But when will we tire of putting shit up our noses
I don’t like staying up, staying up past the sunlight
It’s meant to be fun and this just doesn’t feel right
Why can’t we all, all just be honest
Admit to ourselves that everyone’s on it
From grown politicians to young adolescents
Prescribing themselves anti-depressants
Now how can we start to tackle the problem
If you don’t put your hands up and admit that you’re on them
The kids are in danger, they’re all getting habits
From what I can see everyone’s at it

So where are we to take this? While I’m sure depressed people have been abusing drugs since time immemorial, what I think is interesting about this trend is what women are saying openly about their drug use. There is no literary allusion to Alice in Wonderland. There’s no fun symbolism wrapped around this pain.

These lyrics demonstrate extreme self-awareness. They say quite articulately that women are using drugs as a coping mechanism so that they might numb or blot out completely the pain of everyday life.

That’s some take for pop music.

I’m not passing moral judgment on addicts here. I generally reject personal accountability explanations for the pandemic of addiction since I think, ironically enough, the sobering personal accountability narrative is why so many middle-class women are turning to drugs.

Why?

Well, here’s my thinking. Little girls of my generation were born post-liberation. That means that girls my age were told that they would enjoy sexual freedom and get to make their own choices with their bodies. Once offered this choice, society up and absolved itself of accountability. Women, we’re now fully accountable for everything that ever happens to us and whatever messes we find ourselves in.

While there may be no one around to help, there will always be someone available after bad shit happens to audit our biographies and ask:

“Well, why didn’t you say ‘no’ then?”

“Why didn’t you know the bad shit would happen?”

“You should have known better that bad shit always happens.”

It’s enough to — hey! — drive someone to drugs.


“[M]ost Substance-addicted people,” wrote DFW in Infinite Jest, “are also addicted to thinking, meaning they have a compulsive and unhealthy relationship with their own thinking.”

I know he’s right. I hate myself most of the time. And as one of those people with hyperfast brains, oh, I can come up with about twenty reasons to hate myself per minute. And I’ll admit it: the quickest way to end that noise is to go on a drug vacation.

But why do women like me hate themselves so much?

I’ve thought about this hard. I have come to the conclusion that the reason so many women are this unhappy at this scale is because they’ve been raised to police their own thoughts for the thoughtcrime of victimhood and blame themselves for systemic fuckery. Nevermind that the fuckery is real, women’s adolescent curriculum is to learn how to hate yourself for everything you are and everything you’ll never be.

Because women are hated.

There’s no escaping how much society hates women.

And instead of being told this, you’re told you have to be hyper-responsible, hyper-vigilent, hyper-sensitive all the fucking time. No one actually gives a shit about your best interest. No one gives a shit about you at all. Men won’t take responsibility for themselves, so now that’s your job, too.

Deal with it.

And meanwhile, hey, you have to pretend like none of this patriarchy bothers you because, hey, now we can fuck on the first date, yay!

We get to fuck without even knowing the guy’s last name!

Freedom!

No one ever asks women what they want. They feed us bullshit like Sex and the City and tell us it’s feminist. Instead, we get books like Hanna Rosin’s End of Men where she takes a single study based on a few dozen college students and snowballs from it a ridiculous theory that actually women don’t want love anyway because — get this — it gets in the way of their careers.

WHAT A TIME TO BE ALIVE.

Right, so presently we’ve got a sexual culture where women’s desires for love and intimacy are continually shat on by a society that hates women, that renounces anything feminine, including love and intimacy, and instead promises us hermetic sexual encounters from the comfort of our own phone as if that’s anywhere close to how we as little girls really hoped sex would work when we grew up.

And just how men’s perpetual boyhood turns out to be absurdly profitable, women’s consequent depression is also hugely profitable!

“HAHA THIS IS OUR NIGHTMARE PILLS”

I don’t think women’s depression is all attributable to the rise of manbabies and jobs being so ridiculously demanding that no one has time to love. But I do think they’re pretty significant in the grand scheme of things.

A lot of these songs are hitting on one theme: women are ostensibly offered tons of choices but none they desire. Most of these songs are about women having given up on getting what they want and trying to cope with what they get by binge-drinking and blacking out.

Tove Lo in “Habits” is so besides herself with so much daily pain that she’s taken up fucking sad men in the park because it takes her mind off of what she actually wants. When she’s done with that, she binges on junk food and throws it up because nothing is filling how empty she feels.

People spent a lot of time exploding the moral panic of middle-class housewives taking to stims so that they could cope with the isolation of their existence. But no one really cared about how they felt, then, either.

People wrote songs about that, too:

Turns out, now? Society is so fucking cracked, millennials dance to literal cries for help.

This adds a whole new layer of weirdness to this guano cake.

Putting this level of self-awareness into a pop song is to say to the world, “Look how much searing agony I face just living in this fucked up mess I’m being offered but haha no one gives a shit about me because I’m white, college-educated and 25.”

Because no one ever gives a shit about young women’s pain.

The drugs help her manage what no one else gives a shit about.

And it’s so apparent to us that no one will give a shit, we’ve decided we’re just going to dance to it.

No one gives a shit about women’s pain until it lands her in rehab where millionaires can mine her insurance for $30,000 worth of “compassionate care.”

If she’s lucky enough to have any.

Then, I guess, then people care about young women’s problems.

At that point, someone gives a shit.

Until then, I guess we’ll just keep churning out dance hits about finding a vein that still takes.

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Será que a Bel Pesce aprendeu mesmo a lição?

Nos últimos dias, a Menina do Vale aprendeu muito sobre a vida e sobre os negócios, e disse isso há pouco em seu Facebook.

https://catracalivre.com.br/geral/educacao-3/indicacao/10-cursos-sobre-empreendedorismo-com-bel-pesce-a-menina-do-vale/

Mas será que ela aprendeu a seguinte lição?

Não construa uma imagem insólita sem embasamento, o tempo é implacável e a verdade hora ou outra vem à tona

Quando decidi escrever e buscar ser uma referência sobre empreendedorismo, conversei com um amigo e ele foi duro comigo — agradeço — dizendo que eu não deveria falar de algo em que nunca tive grandes êxitos. Por questões de autoridade, eu não deveria querer ser uma referência antes de ser uma; mesmo tendo uma faculdade de administração e um MBA em gestão estratégica de empresas, alguns negócios testados, tendo passado e contribuído em mais de 250 empresas, eu não tinha um respaldo para solidificar minha fala. Foi ali que eu mudei o discurso de “faça isso” para “eu tento fazer isso”, o que não garante nada, pois falar de empreendedorismo e inovação sem ter nada (ainda) grandioso para mostrar a respeito é frágil demais.

E aqui entra o marketing.

Bel Pesce fez seu nome por ter estudado no MIT, trabalhado no Google e Microsoft e ter ajudado a construir uma empresa, a Lemon, no Vale do Silício. Brilhante, né?! Seria, se os trabalhos no Google e na Microsoft não fossem um estágio de 3 meses de verão e se ela fosse co-founder das empresas citadas ou alguma coisa mais efetiva por lá.

Eu conheço muita gente nessa vida, meu DataEu é bem sofisticado, gente de todo canto, de diversas áreas, rico, pobre, gente que passou por variadas situações e tem muita divergência de opinião e visão de mundo. Tem gente que trabalha (mesmo) no Google, pra Amazon, startups brasileiras incríveis, empreendedores que são reis no Vale do Silício, que estudam ou estudaram no MIT, Harvard, Stanford, Oxford, Erasmus de Rotterdam (considerada a melhor escola de empreendedorismo do mundo), gente que representa o governo francês na União Europeia, diretor de multinacional, vice-presidente de multinacional, milionário, multimilionário — infelizmente não conheço nenhum bilionário — etc. O que quero dizer com isso?

Conheço no mínimo umas 50 pessoas que são 10 vezes mais importantes e com histórias que realmente valem a pena ser exploradas, mas não são, seja por opção ou por falta de oportunidade.

Quando eu conheci a Bel Pesce, realmente fiquei empolgada para ouvir o que ela tinha para falar. Eu amo gente foda, que fez coisas que nunca fiz, que consegue cativar e ser reconhecida, enfim, eu gosto de gente brilhante.

Li o livro dela, achei bacana, bem escrito, nada glorioso, primoroso ou fora de série, mas atende bem à proposta. Comecei a ver os vídeos, a segui-la no Twitter, a acompanhar no Periscope e foi ali, bem no meio daquela vontade de consumir um mundo o qual não tive a oportunidade de conhecer, que tive uma frustração bem grande.

O conhecimento que ela passava era tão profundo quanto um discurso da Dilma, mais raso que o nível a que chegou a Cantareira. Algo como: “Essa empresa é top, é show, o que eles fazem é muito 10!”, “Empreender só depende de você”, “vá atrás dos seus sonhos”, “faça meta do dia”; sobre o negócio dela: “um negócio disruptivo, inovador, disruptamente novo”. Foi ali que fui atrás para entender quem era e porque ela tinha se tornado quem era. Essa conta não fechava. Deixei pra lá, não sou obrigada a consumir o que não quero e quem quiser que consuma. Ponto final!

Segui a vida… até que, no início deste ano, fiz um post questionando os “empreendedores motivacionais”, porque de repente eles se multiplicaram na internet. Eu não aguentava mais meta do dia, frases motivacionais, usei a expressão “essa geração Bel Pesce é legal, mas a gente precisa mais no nosso dia a dia”. A crítica não era a ela, mas ao modelo replicado exaustivamente por diversas outras pessoas que se inspiraram nela.

https://www.facebook.com/groups/startupbrasil/permalink/982039795201064/

Foi uma muvuca só. Aparentemente as pessoas tinham muito para falar sobre isso.

Conheci muita gente incrível por causa disso, inclusive uma das pessoas que me ajudaram a estruturar o atual projeto em que estou trabalhando. Até brinquei que, se desse certo, eu faria um post “Como a Bel Pesce me ajudou a ganhar meus primeiros milhões”.

Eu fui chamada de invejosa, diversas vezes, e coisa pior. Vieram dizer que a conheciam, que ela é um doce e que era muito feio falar publicamente de uma pessoa — mesmo essa pessoa sendo uma pessoa pública?! Ué?! . O Murilo Gun, outra pessoa questionável, me chamou de “Bruna alguma coisa” em seu podcast, e assim por diante.

Foi nesse momento que percebi que a Menina do Vale tinha virado, graças a ela mesma e sua constante autopromoção, um mito. E como todo famoso fruto da internet, de suas legiões incontáveis de fanáticos seguidores, é praticamente impossível questionar sem que os fãs da pessoa venham argumentar que você está criticando porque está com inveja. \_(o.O)

Recomendo a leitura do texto do Rob Gordon sobre isso.

Vi no Facebook de uma Amigo

A Bel vende e sempre vendeu o produto que ela construiu chamado “Bel Pesce”, todas as suas empresas são para fomentar esse mesmo produto. E ela faz isso de forma magistral.

Há mérito nesse imbróglio todo, nunca foi isso a ser questionado, o ponto que muita gente sempre levantou e que nos próximos meses ainda vão levantar é como uma pessoa pode se vender como suprassumo do empreendedorismo e inovação se o grande feito dela seja apenas e justamente ter feito sucesso por ensinar outras pessoas a empreenderem, e só.

É o mesmo que eu vender cursos caríssimos para ensinar outras pessoas a ficarem ricas, contando que fiquei rica, ensinando outras pessoas a ficarem ricas e esse ciclo não tem fim.

E vou além, por que cargas d’água a gente escolhe líderes médios que tentam vender ilusões, fazem desserviço ao empreendedorismo dizendo que são e acontecem e que empreender só depende de você, cobrando e cobrando caro por cursos, palestras, chaveiro, hambúrguer e passeio no Peru?

Enquanto a maioria dos empreendedores brasileiros abrem hamburgueria com R$15 mil reais num trailer com o dinheiro que passaram os últimos 65 anos juntando.

Se o problema for falta de referência, posso fazer uma lista de dezenas de pessoas realmente interessantes de serem admiradas por empreender honestamente e inovar disruptamente (existem grandes projetos no Brasil inteiro, principalmente no Norte e Nordeste).

Agora, não sei se a Bel aprendeu essa lição. Mas aprendemos, todos juntos, que estudar no MIT e estagiar no Google não ensina a abrir hamburgueria através de financiamento coletivo.

Hamburgueria ‘Zebeléo’ não vai ter mais financiamento coletivo, anuncia Bel Pesce


Obs.: Um dia ainda quero ter a oportunidade de me redimir da inveja que sinto, até lá, vou continuar questionando processos, ações e pessoas que estejam em desacordo com as minhas crenças, valores e princípios.

Obs².: Fiquem tranquilos que me policio diariamente para ser melhor que minhas próprias críticas.

Obs³.: Ofensas serão deletadas.

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