#thinkBIG Como não comunicar (por alguém que não comunicou por três meses)

Olá, estranhos! Sim… somos mesmo nós.

Ao mesmo tempo que nos preparávamos para nos apresentarmos oficial e orgulhosamente perante o mundo como a primeira júnior iniciativa escsiana, queríamos despertar a curiosidade de todos para que nos quisessem mesmo conhecer. Por isso, metemos as mãos à obra, ou melhor, às redes sociais, onde participámos muito ativamente.

Graças a isto, conseguimos acender a lâmpada BRIGHT LISBON AGENCY, o que fez com que surgissem incríveis oportunidades e projetos aos quais entusiasticamente nos lançámos.

Isto é embaraçoso…

Era abril. A primavera deu lugar ao verão e durante um, dois, três meses as coisas andaram escuras por aqui. Não, não faltou a luz, nem nos esquecemos de mudar a lâmpada. Nós, realmente, falhámos! Empenhados a trabalhar a todo o vapor para responder da melhor forma às oportunidades e projetos de que já falámos, esquecemo-nos de vos dar sinais de vida.

Se deram pela nossa falta, isso deixa-nos muito satisfeitos porque nós sentimos a vossa!

Todos os erros dão lugar a uma nova aprendizagem. E, por isso, agora, ressurgimos da escuridão para vos iluminar sobre “como não comunicar”, acompanhados, claro, da moral e sabedoria de quem não disse nada durante três meses.


Então, afinal, como não comunicar? :

1- Ser inconsistente

O facto de a palavra consistência rimar com audiência não pode ser por acaso! Ser consistente é a chave para sermos ouvidos, atrairmos o tipo de público que queremos e criarmos uma ligação que permaneça na mente e nos corações desse mesmo público. Criar este tipo de ligações é fantástico, é brilhante e é o que vai definir a identidade e personalidade de uma marca, pois, para elas, comunicar é existir e ser compreendida. Ser inconsistente não o é.

Se comunicar é existir, uma marca, especialmente se for recente, que não mantenha uma presença constante e previsível nos feeds, perde a oportunidade de tornar cada post um convite de interação, onde se poderia ficar a conhecer melhor o tipo de conteúdos que publica e o que a marca, efetivamente, é e faz. É a linha que separa, por exemplo, o pensarem que são a primeira Júnior Empresa portuguesa especializada em comunicação e pensarem que são… Bem, não sabem bem o que.

Mas atenção! Quando falamos de consistência não nos referimos apenas à frequência de publicação. É igualmente relevante ter uma identidade visual bem definida: uma marca tem de saber deixar a sua marca. Sem uma linha gráfica consistente a própria a marca corre o risco de não ser levada a sério, independentemente da qualidade das suas publicações.

2 - Ausências longas e repenti…*puff*

Desaparecer? É bom, se forem mágicos. Começar uma conversa e demorar 90 e tal dias (a.k.a 3 meses) a voltar à conversa, temos de admitir que não é a maneira mais eficaz de comunicar: sente-se um ambiente de abandono… vocês sabem qual, aquele de quando clicamos em algo e vemos uma data, como abril, que já está tão inacreditavelmente longe, no passado, não no presente, que o peso desta empurra tudo para baixo, como uma avalanche, no Google PagerRank. Falamos do tipo de abandono que desgasta os dedos de quem vai fazer refresh na página apenas para ver que tudo continua igual.

Desgastam-se os dedos, desgastam-se as esperanças de encontrar algo novo e, por fim, aquela luzinha que se ia aguentando nas memórias vai desaparecendo, a curiosidade vai desaparecendo, a vontade de clicar vai desaparecendo e toda a relação que havia sido criada com os seguidores até aí, também, vai desaparecendo. Desaparecer é ser esquecido, desaparecer por 3 meses (cof…cof…) sem qualquer sinal de regresso em vista, aconteceu, mas aqui entre nós, temos de admitir que depois de um tempinho no escuro quando se volta a ligar a luz esta parece muito mais forte!

3 - Nobody likes a spammer

E porque ninguém gosta de spam, e ainda menos de um spammer, é importante saber selecionar bem os conteúdos a divulgar. Quantidade não é qualidade e publicar demasiados posts traduz-se numa redução da atenção que cada um destes vai receber, pois serão tidos como menos relevantes.

No entanto, é inegável que o spam tem três super habilidades: a primeira, a de criar emoções fortes nos seguidores, tais como irritação e desprezo; a segunda, a de tornar os caros spammers memoráveis pelas piores razões; e a terceira, muito influenciada pela segunda, que se relaciona com os consequentes altos níveis de interação com o botão “Bloquear Página”.

4 - Ser interessante compensa, a sério.

Os seguidores necessitam de razões para estarem interessados em nós e naquilo que fazemos. Publicar ou partilhar conteúdos com pouca relevância para o tipo de público a que queremos chegar faz com que a probabilidade de conseguirmos a sua atenção diminua. De que serve publicarmos fotos de gatinhos quando queremos atrair pessoas que gostem de pizzas e lâmpadas?

Agora, se forem publicados conteúdos realmente interessantes, a sua qualidade sobressairá e tratará de promover a página, pois os seguidores acabarão por partilhá-los nas suas próprias redes. A criação de uma discussão à volta dos posts acaba igualmente por potencializar o aparecimento da própria página em motores de busca.

Ah! E outra coisa a não esquecer é a utilização de elementos visuais, tais como, imagens ou vídeos nas publicações. Quem é que não fica intrigado e todo contente quando encontra uma imagem no meio de um livro todo massudo, cheio de texto?

É muito mais relevante ter 10 seguidores que reagem àquilo que publicamos — lendo, comentando e partilhando — do que ter 100 que se desligam de nós logo após o primeiro contacto que têm connosco.

5 - CTRL + C = NÃO!

Criar ou copiar, eis a questão! Na verdade não existe questão nenhuma uma vez que copiar é apenas isso, copiar. Se tivessem de escolher entre duas coisas amarelas, quadradas e iguaizinhas mas soubessem que uma delas era a original e a outra a cópia, admitam, o primeiro instinto é escolher o original, o que apareceu primeiro.

Ser considerado uma boa fonte de informação é sempre motivo de orgulho! Saber que com os nossos conteúdos conseguimos enriquecer de algum modo a comunidade a que pertencemos é extremamente motivante. Publicar conteúdo que seja tão bom que inspire os outros ou que, até mesmo, faça nascer uma certa tentação de o copiar é recompensado com credibilidade e reconhecimento.

Por outro lado, aquele que utiliza conteúdos não originais será, muito provavelmente, reconhecido por isso — e este não é um reconhecimento tão bom como o daquele que foi alvo de plágio.

É importante encontrar e utilizar a nossa própria voz!

6 - Ser mudo e surdo

O sucesso de uma marca nas redes sociais está muito dependente da forma como esta atua perante os seus públicos. É preciso observar mais e falar menos. Observar? Sim, observar. Estar atento àquilo que é discutido pelos públicos de interesse é meio caminho andado para conseguirmos adequar os nossos próprios conteúdos aos seus interesses.

Estudar os movimentos dos nossos públicos, lendo os conteúdos que lhes interessam e participando nas discussões em que entram, ajuda-nos a descobrir o que é relevante para eles. E esta é uma forma muito eficaz para se conseguir despertar o seu interesse pela nossa página.

Para além de observar, é preciso também conversar: da mesma forma que não ignoraríamos alguém na rua que nos chamasse, também na realidade virtual não o devemos fazer. Tem de se construir uma relação com os públicos: embora seja um bom começo, não basta oferecer uma fatia de pizza e esperar que a magia se faça! Se tentarem conversar connosco, por exemplo, fazendo perguntas, sugestões ou até mesmo críticas, devemos responder (e nunca eliminar qualquer comentário que nos seja menos favorável!). É importante que os nossos seguidores sintam que, para além de ouvirmos, estamos lá para responder às suas questões.


Como se pode ver, há vários aspetos relevantes a ter em conta quando comunicamos por uma marca. De nada serve criar uma página numa rede social e negligenciá-la — ela precisa de atenção… e amor, talvez.

Há muita coisa que foge do nosso controlo, mas estes tópicos que abordámos e, certamente muitos outros que nos escaparam, não podem ser esquecidos por serem bases muito importantes que guiam a conduta nas redes sociais das marcas.

Resta-nos apenas relembrar-vos que de cada erro nasce uma nova oportunidade e que aqui, na Bright Lisbon Agency, estamos focados em melhorar e superar os aspetos onde o nosso desempenho não foi tão bom, até ao presente. Salientamos o facto de termos, agora, uma equipa encarregada pelas redes sociais, uma que está à frente do planeamento geral e um pequeno grupo de novos membros, ansiosos para ajudar a dar mais luz à BRIGHT.

Esperamos agora conseguir superar o grande desafio que é dar a conhecer a Bright aos novos caloiros das ESCS, que provavelmente ainda não nos conhecem!

Texto de : Cláudia Pinto e Rhia Lopes


Fundada em 2016, a Bright Lisbon Agency é a primeira Júnior Empresa Portuguesa direcionada para a Comunicação, sediada na Escola Superior de Comunicação Social.

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