Centro de Treinamento Intensivo para Crianças Militarmente Precoces

Primeiramente, ‪#‎ForaTemer‬. Segundamente, o assunto do menino de 10 anos morto por policiais está dando tanta repercussão que achei que ele era branco [mas não era]. Porque assim… vocês devem saber que essa não é a primeira criança negra que morre com balas do estado esse ano, né? Seria então apenas mais um ersatz debate para tirar o foco da política? Não sei. O mais impressionante, além da suposta performance do garoto [detalhes abaixo], é a cobertura midiática. A Globo, por exemplo, usou +- 60% [sim, contabilizei] de sua reportagem no G1 para falar do passado do menino, do pai e da mãe. Esse tipo de sensibilidade sociológica, rastreando as origens do problema, é tão incomum que quase chorei. Parabéns, plim plim. Nobre atitude.
 Voltemos ao fato. Vou poupar meus amigos reacionários de sentir horror e não vou canonizar a vítima. Vamos supor que ele realmente deu 3 tiros nos policiais enquanto dirigia a caminhoneta. O que o estado deveria fazer? Colocá-lo num Centro de Treinamento Intensivo para Crianças Militarmente Precoces, por exemplo. Lá ele iria potencializar suas habilidades e canalizá-las para o uso do bem comum, ou melhor, para proteger o cidadão de bem, não atacá-lo. Não dá pra perder um talento desses para o crime, né?. Clama, não te assusta. É óbvio que não tô falando sério [e menos ainda querendo fazer piada em cima da desgraça alheia], mas esse é o tipo de ideia que, mutatis mutandis, li nesses tais comentários. Vai lá e confere.
 Enfim, esse é só mais um “fim do mundo” desses que toda geração, de hoje e de sempre, anuncia. Anuncia, mas não altera.
 Agora uma musiquinha, porque ninguém é de ferro, certo?


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