vida acadêmica com amnésia progressiva

Cursar uma 2ª faculdade é como andar no mesmo barco furado depois do remendo (O meu parece aqueles botes infláveis alaranjados), você sabe que em alguma parte vai afundar, mas até lá vai pegando baldinho pra jogar a água que tá entrando pra fora e muita silver tape pra aguentar os furos.

Nem tou falando de fandom aqui, mas o feeling é o mesmo na Biblioteconomia ¬¬’’

Muitos me perguntam qual fase/semestre estou e costumo responder no “Deus sabe onde”, cause… ya know… Só Eru na causa pra saber o que já fiz e o que não fiz. Arrumar a matrícula mais de 2 vezes me deu uma agonia tremenda, pois tive que abrir mão de 2 matérias que adoraria já fazer — uma a bailarina está se despedindo da Classificação, outra era algo extremamente importante para aplicar aqui na biblioteca — mas por motivos óbvios (turminha do barulho über competitiva que preciso dar um apelido irônico para definir esse grupo distinto) preferi deixar para o próximo.

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Há professores que admiro e estão nos corredores sempre apoiando quando possível. A minha possível futura orientadora continua com um otimismo lindo quando a encontro. Há muitos que desistem (Já percebi que parte da turma em que entrei na 1ª fase se foi e nunca mais voltou), outros que vão pra outros cursos, mas creio que meu pé esquerdo continua travado na Biblioteconomia (O direito tá meio bambeando e dolorido, cês sabem…)

O que mais me incomoda nesse percurso é que há alguns tropeções chatos de potência. Eu me sinto amedrontade quando não faço ideia do que estou fazendo e muitas aulas me pareceram ser feitas para me deixar desse jeito. Aí vem a vozinha na cabeça murmurando: “Não vai aguentar o trancooooo, pega leve que tem tempo…” e foi isso que decidi fazer. Desisti de 1 disciplina pelo simples fato do professor ter usado o termo “cliente” ao invés de “usuário” — não consigo respeitar alguém que use tal expressão, me desculpa, mas NOPE, JUST DON’T! Isso e porque ao ler a ementa do curso e a bibliografia, foi um verdadeiro WTF estampado na minha testa.

Tive essa experiência em 2 disciplinas anteriores e o gosto amargo subindo pela garganta pra língua não foi legal, não aprendi nada das disciplinas, não aproveitei nada em meu campo de trabalho e infelizmente tive que me pseudo-pendurar nos colegas de grupo para poder entender alguma coisa e apresentar trabalhos. Não é nada legal, gente, apenas não. Eu prezo por meu conhecimento e minha vontade de pesquisar é maior que meu ego, saber que não vou ser capaz de fazer isso devido um buraco enoooooorme no processo de ensino-aprendizagem que estou condicionade me deixa horrível.

Desculpinha esfarrapada, vocês dizem, mas ahem não estou ficando mais nove, darlings… Já cheguei ao meu limite de apreensão de conhecimento para um filtro tão fino que mal consigo dar lugar a outras coisas que eu não consiga entender o básico.

E não é algo como “Oh você deixa de ser mandrione e pega o básico e vai estudar!” são disciplinas que tem pelo menos 2 ou 3 passos de teoria/prática e vivência para passar. Eu sei quando não tou pronte para uma coisa, ainda mais quando essa coisa vai resultar em outras coisas. Efeito dominó é algo recorrente na minha vidinha de escriba.

Resumo da ópera sem muitos secundários: estou na 7ª fase, mas parece que é menos.

Tudo bem, tenho mais 2 anos e meio antes de jubilar lol