No fim eles são todos iguais
São sempre meninos tentando ser homens que insistem acreditar saber sobre mulheres.
O previsível olhar de excitação não me convence, mas é suficiente pro vulcão instalado no meio das minhas pernas entrar em erupção. Aquela coisa dessa tal de natureza, em que o pavão macho abre sua cauda para acasalar, enquanto a pavoa, que mesmo cansada do papinho de sempre, cede respeitando o mais puro de seus instintos. Acontece o mesmo com os pavões e pavoas da minha espécie.
Eu aprendi a me divertir enquanto assisto mais um deles tentando, quase que desesperadamente, provar todo o melhor de si, enquanto eu sei exatamente onde a gente vai dar. A gente vai dos bares por aí diretamente pro meu colchão enquanto a gente achar que dá, até ver que não dá mais.
Esses meninos homens quase me ganham vez ou outra. Alguns aceleram o coração, tem aqueles que me dão borboletas (🦋) no estômago, outros eu uso para quebrar o tédio em meio a respirações ofegantes enquanto preenchem meu vazio – infelizmente boa parte das vezes.
Assim como eles são bons de atuação, chego a acreditar que, apesar da honestidade, também tenho potencial.
Eles não sabem de nada.