Do Pokémon ao infinito

Realidade aumentada: a tecnologia na vida diária

Bruce Macedo

Com a chegada do Pokémon Go, a tecnologia da realidade aumentada ficou mais evidente entre nós e põe a todos diante de um desafio: transformá-la em aliadas e parcerias. Mundo real e virtual juntos no cotidiano e com um leque de opções, graças a sua interatividade com o usuário. Especialistas afirmam que, em um futuro próximo, será comum entrar em uma loja e verificar que, nos produtos, ao invés de etiquetas haverá um aviso: aponte a câmera do seu celular aqui. E em instantes, todas as informações possíveis da mercadoria — preço, tamanho e material — estará disponível.

A interatividade por trás dos novos meios de comunicação está se superando. Para Kenniston Arraes, programador de redes e presidente da Dynamic Light Studios, a realidade aumentada já foi apontada como uma tendência natural por vários autores ao longo dos últimos anos.

“Até então, ela era uma febre entre cientistas e entusiastas da área. O que aplicativos comerciais, tal como o Pokémon GO fizeram, foi a primeira popularização de tal tecnologia para a sociedade. Assim como qualquer tecnologia nova, acredito que a realidade aumentada passará a fazer parte das atividades comuns das pessoas dentro de alguns anos.”,disse Kenniston.

Foto: Verônica Holanda.

Kenniston Arraes contou que, criado no começo dos nos 90, por um engenheiro da Boeing (Fabricadora de aviões dos Estados Unidos) o termo “realidade aumentada” diz respeito a uma representação virtual além das cenas reais que aparecem nas telas, presentes, por exemplo, nos aviões. Desde então, disse ele, o termo foi ganhando novas aplicações e expandindo possibilidades, não ficando apenas restrito à representação de gráficos sobre uma determinada cena.

E, a partir do novo conceito, jogos, como como Pokémon GO, Ingress e Invizimals e aplicativos, do tipo RCodes, em que se aponta a câmera do seu celular e surgem as informações sobre determinado produto só ajudaram a popularizar essa tecnologia.

Idas e vindas

Quem cresceu no final dos anos 90 e no começo dos anos 2000 já sentou em frente à TV para assistir Pokémon — a história do garoto AshKetchium que com o bichinho Pikachu percorre o mundo atrás dos animaizinhos para se tornar o mestre. Após duas décadas, surge o jogo que mexe com a cabeça de crianças e adultos — o Pokémon Go. A narrativa é mesma: caçar os monstros e se tornar um mestre Pokémon. O jogo cria um universo paralelo entre o mundo virtual e o real, graças a tecnologia chamada realidade aumentada.

Doutor em Engenharia de Automação e Sistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina, Vilson Heck Junior, disse que a tecnologia da realidade aumentada trabalha com elementos extras para ampliar a percepção dos envolvidos. “A realidade aumentada é a utilização de recursos computacionais, principalmente gráficos, para melhorar ou acrescentar novas informações à percepção natural das pessoas. Este acréscimo de informações pode ser aplicado para fins de entretenimento, de ensino, de suporte à tomada de decisões, entre vários outros”, informou.

Foto: Patrícia Nadir.

Diferentemente dos jogos anteriores da franquia, nos quais os jogadores ficavam sentados em frente aos consoles, em Pokemon GO, você literalmente tem que sair para caçar os monstrinhos, ir para as batalhas, locomover-se, pois o jogo cria um mapa de acordo com seu aparelho celular. “O funcionamento da tecnologia varia conforme a aplicação, mas parte do princípio que um software de computador receberá informações provenientes de um ou mais sensores (tais como câmeras, GPS, microfones, etc.) e processará estas informações para criar uma representação alternativa do contexto percebido pelos sensores”, afirmou Vilson Heck.

Ações que, há apenas cinco anos, era impossível, disse o especialista. Atualmente com um smartphone você tem uma gama de informações ao seu redor: não só voltadas para o entretenimento, mas diversas outras áreas. É o elo entre o mundo real e virtual.

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