Desconfiguração

Levo comigo a chuva de um tempo que permanece ausente dentro de mim. 
Ao fundo da solidão, uma neblina espessa: chamamento de silêncios e memórias. 
Da lonjura de dias incertos, uma Lua a crescer como se sonhasse margens improváveis. 
Há trevos de quatro folhas e pétalas estrelas sobre os ponteiros do crepúsculo.
Deixo-me tocar pela ilusão da árvore de passos inquietos. 
Todo o resto é monólogo, monótono, monocromático. 
É deserto no que fica por dizer.