Uma quase página de diário — ou uma saudade que não tem cura

nem ao menos sei se amor ainda faz parte das nossas palavras,
mas quase cheiro a sua sombra nas paredes de mim,
e queria ser capaz de interromper o relógio mais uma vez.

foi na rua dos passos perdidos que desenhei o seu regresso.
lá, onde me deixei…
no limite alcançável,
no todo que se prende ao vazio da minha mão.

há um quê de triste no azul
que me repousa em interrogações sobre o peito,
a metade que decora a metade da minha Alma
e de quem ninguém sabe.

o vento multiplica o verbo do meu tempo
até que o horizonte seja um ponto em seu olhar.

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