“Oi Sumida”

Na primeira vez, eu confesso que sofri bastante. Até tentei pensar que não significava nada.

“ O que você esta fazendo garota? Deixa de drama” . Dizia a mim mesma.

Eu posso ser uma mulher para muitas coisas, mas quando se trata de inteligencia emocional, não se engane, sou uma criança ainda não alfabetizada.

Parecia tudo perfeito, e claro, a perfeição sempre me deixa com o pé atrás. Na verdade os dois pés. O corpo todo, eu diria.

Mas eu segui seus conselhos de não me preocupar, você garantiu que daria tudo certo. Mas me esqueci de questionar sua definição de certo.

24 horas pra responder minha mensagem, ali estava o primeiro sinal.

Poderia ser só ocupação, mesmo que você tivesse ficado online varias vezes.

“ Ele deve estar ocupado, abriu o aplicativo apenas para ver se havia algo urgente lá”.

Eu não era urgente. Será que não era ao menos importante?

Não era mais, não é?

Passou de cara incógnito para cara evasivo.

Menino! Você não encerrou nada comigo.

Você me devia um belo final dramático. Uma cena de novela mexicana. Eu merecia isso, garoto! Você não faz ideia de quantos textos isso me renderia.

E agora eu digo o que a mim mesma sobre nós? Sobre nossas noites e os olhares apaixonados que trocamos?

Eu deveria ter desconfiado do seu ultimo abraço, aquele em que você me segurou por dez minutos. Eu mal podia respirar. Fiquei até entendiada.

Se eu soubesse que era o ultimo.

Bem, na verdade eu não teria feito nada alem de um melodrama. Você nem era tão especial assim, mas a experiencia teria sido valida, me traria de certo, alguma inspiração.

Há uma frase que diz: “ se um escritor se apaixonar por você, você será imortal”. Mas deveras, não encontro nada além de amebas que só me fazem perder tempo.

Meu tempo e o do leitor.