Quarta-feira 04 de janeiro, o amor se esvaiu, escorreu como a água escorre entre os dedos..

eu arrumei a casa, limpei o chão, troquei as flores já murchas da última experiência, abri as janelas e tirei a poeira.. eu me preparei pra você, me abri, te amei.

você me trouxe flores novas, lindas e perfumadas, carregadas de amor e encanto, entrou e eu quis morar no teu abraço, eternizar o teu sorriso, quis te cuidar.

Não pude acreditar na minha sorte, eu podia sim ser amada (?!) coração pulava, tua voz me acalmava, me embalava ao telefone, estava tudo bem..

.. ou não.

você disse não mais gostar, não mais amar! Como pode isso? Na minha cabeça isso não era possível amar e “desamar” era algo impossível.

e agora o que eu faço?

eu ainda sinto. Claro.

Eu fui te ver dias depois com esperança de que fosse mentira, cheia de olheiras das noites em claro, o coração tão pesado quanto as nuvens escuras no céu e teve tempestade.. parecia que o céu chorava por nós e não pude me conter, chorei junto com ele.

Não tinha explicações, não tinha mais o que ser dito, 
não tinha mais nada pra ser resgatado..
Tinha acabado. 
Lamento tanto por nós.

Deixei de procurar explicações

Só não era pra ser..

A casa agora tá com a sua bagunça, tem marca sua em cada canto, teu cheiro e teu toque.. fechei as janelas e a poeira começou a acumular, dessa vez meu amor, eu tenho tanto caco pra juntar!


eu não posso odiar alguém que amei e que me amou, não posso odiar alguém que me fez tão bem, que despertou em mim sentimentos e experiências tão boas, eu sinto por ti branquinha.. amor e gratidão.

Fica gravado nesse simples texto o quanto eu sou grata por cada minuto, cada sorriso, cada superação.. você foi e sempre será importante pra mim, compartilhamos muitas coisas e eu fui incrivelmente feliz.
Enquanto tinha amor me cobriu com ele e me mostrou o quão bom é ser amada.

Algumas coisas não tem explicação, fazem parte dos mistérios da vida, dessa gangorra que é sentir e amar.

Eu ainda choro, choro porque dói..

o fim de algo bom dói muito.

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