A cidade BR que nunca dorme.

É meu 3º dia aqui na Terra da Garoa e não choveu uma vez sequer (grazadeus). Também pudera, estamos no começo de setembro e o verão chegou um pouco mais cedo esse ano — faz uns 38º graus na sombra.

Tudo aqui é muito diferente do interior (é quase um pleonasmo dizer isso, mas enfim); tem rolê pra quem tá numa pegada de balada em plena segunda-feira e dá pra comprar comida no mercado às 4h00 da manhã se você se sentir o MasterChef da madrugada. As opções são infinitas.

É estranho porque mesmo rodeada de tanta gente e tanta diversidade, ainda assim sinto que falta um pedaço. Falta alguma coisa e não é a jaqueta nova que comprei na Zara, o bar underground que conheci com nome mexicano ou a batata canoa com maionese do Bob’s que experimentei que faz aliviar a sensação. O vazio não é fome. Pelo menos não de comida.

Tô até com medo de voltar. Não quero ter que encarar por completo meus fantasmas. Aqui parece que eles me deixam ligeiramente em paz, como se tivessem se perdido no caminho de vinda até São Paulo.

Se eu pudesse mesmo escolher, escolheria uma vida ainda mais longe do que a capital. Quanto maior a distância de casa, menos memórias, parece.

Preciso parar de colecionar ex’s-namorados e redirecionar todo esse amor que invisto, em mim.

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