Movimentações sociais

O Instituto Arte no Dique

Bruna Cara

Toma-se a atuação das Relações Públicas como extensão da democracia, a partir da criação de uma rede com o ativismo popular, tornando-se possível — e necessário — a movimentação social dos grupos à margem da sociedade, auxiliando na afirmação da cidadania e representatividade inicialmente dificultada — ou até mesmo negada — para certos grupos da população.

Tomando Santos como objeto de estudo, são diversas áreas de atuação das Relações Públicas nas movimentações sociais, desde a orla da praia, que tem maior atenção das políticas públicas, até as regiões mais precárias, como as palafitas à beira do mangue. Uma das alternativas independentes é o Instituto Arte do Dique.

Localizado no Dique da Vila Gilda, o projeto oferece oportunidade de transformações no desenvolvimento humano e social aos moradores dessa região. Para isso, a estrutura abriga oficinas de ballet, percussão, violão, customização, informática, capoeira e teatro, além de atividades pontuais como sessões de cinema e palestras.

Palafitas do Dique Vila Gilda.

É de suma importância o trabalho sócio cultural realizado em umas das regiões com maior índice de vulnerabilidade social da Baixada Santista. A região é considerada como a maior favela sobre palafitas do Brasil. Desde novembro de 2002, o projeto promove a transformação social e o desenvolvimento sustentável por meio da arte, da cultura e da profissionalização de jovens e adultos.

O instituto é agente ativo do terceiro setor, lançado em parceria com o Grupo Cultural Olodum, da Bahia, comissão de moradores do Dique da Vila Gilda, Ministério da Cultura e Instituto Elos. Reconhecida como ONG autônoma, conta com apoio de vários setores da sociedade, como Prefeitura Municipal de Santos, Governo do Estado de São Paulo, Cohab, Santos Futebol Clube, Sesc-Santos e Sesi, além das empresas mantenedoras, Libra Terminais e Anglo American.

O Instituo Arte no Dique fica na Rua Brigadeiro Faria Lima, 1349, Rádio Clube.

Logotipo do Instituto.