Quem sabe o que quer não é adulto.

Bruna Lucas Palma
Jul 10, 2017 · 2 min read

Quando eu tinha 9 anos achei um barato quando minha mãe apareceu com 2 velinhas pra colocar no bolo. Eu estava ali, pirralha que era, partindo para a minha primeira dezena.

Até que o tempo passou. E eu ja estava pensando nos 15. Depois ja estava pensando nos 18 e em tudo aquilo que a maioridade me propocionaria. Até eu perceber que nao muda absolutamente nada. Mas eu já tinha 18. As pessoas falavam que eu aparentava ser mais velha, pq meu papo era um pouco diferente. Até hoje não sei o que era.

Eu via os 20 há um turbilhão de quilômetros de mim. Afinal, na minha cabeça, os “inte” trariam, além da óbvia estabilidade financeira, a certeza de que eu cheguei lá. Oras bolas! Eu estava seguindo a receitinha mágica: estudo + estudo + mt estudo + dedicação no trabalho + trabalhar num lugar legal.

Chegou os 20. Pimba! Segunda dezena! Já indo pra metade da faculdade. Eu achava que 20 era um bom número para se intitular “adulta”. Na minha cabeça era isso e isso que era.
Mas meu tio sempre dizia: só com 21 tu é adulto de verdade!

Mas o que é ser adulto de verdade?

Os 23 já estão na minha cara e já tem revendedora me oferecendo creme anti-idade.

O fato é simples: quem somos nós pra planejar e prever o futuro?

O mundo está aí pra nos surpreender e a gente nunca vai saber ao certo pra onde estamos indo enquanto não dermos valor à caminhada que fazemos.

E quem não entra nessa onda se afoga no meio de medo e incerteza.

Que atire a primeira pedra de indecisão aquele que sabe exatamente o que quer.

Ser adulto é saber que não sabe. É isso, na verdade.

    Bruna Lucas Palma

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    Sem vontade de não ser de verdade.