Um ato revolucionário
“Cozinhar é um ato revolucionário”
Li por aí, zapeando em alguma rede social. Fiquei pensando sobre isso e cheguei à conclusão de que é verdade. Pelo menos, para mim.
Dizem que uma estratégia para o nosso bem-estar mental é imaginar e cumprir pequenos objetivos diários: arrumar a cama, estender as toalhas do banheiro, fazer uma caminhada, ir de bike pro trabalho um dia da semana e, até mesmo cozinhar algo pra você. Só que cozinhar não para por aí. Não é só cozinhar. A cozinha é uma arte.
Farmacêuticos que manipulam as miligramas com exatidão, médicos que receitam o certo, contadores que consideram 10 casas após a vírgula e os cozinheiros que misturam essências, temperos e criam sabores fazem parte dos artistas da sua profissão.
Criar sabor é criar prazer. E na cozinha o prazer tem mão dupla: é o prazer de quem come algo sensacional e o prazer do cozinheiro que sabe que todo mundo amou sua criação.
Pra mim, a cozinha é a minha primeira obrigação comigo mesma. Quando estou triste eu cozinho. Quando estou feliz eu ligo as chamas do fogão e comemoro com as panelas. Se tô normal, adivinha? Tô pensando na janta, no almoço e escolhendo a minha próxima receita.
Cozinhar é querer agradar. É paladar, é tato, é afeto, é enfeite.
Encanta, queima, corta e apaixona.
É verdade, a cozinha revoluciona.
