Perguntas

Já tem um tempo bom que eu não faço alguns tipos de perguntas ás pessoas.

Uma clássica que já aboli é: — O que faz da vida?

Em defesa de meu passado, digo que já fiz esta pergunta, mas hoje estou decidida a perguntar menos bobagens e ouvir mais as pessoas (talvez seja pretensão demais ouvir as pessoas, mas quero).

Eu não mais pergunto:‘‘O que você faz da vida’’, nem a mim mesma, não quero causar este desconforto nem para a pessoa que mais amo neste mundo!

‘‘O que faz da vida?’’ é a típica pergunta que não têm respostas interessantes, e cá entre nós: pode doer na hora de responder.

‘‘Eu já não sei o que faço da minha vida faz tempo!’’ Já tive vontade de responder.

Outra pergunta um tanto idiota é: — Tudo bem com você?

Se você não está nem um pouco afim de saber, não pergunte. E se realmente quiser saber da vida de alguém, seja mais direto e mais bacana.

Eu diria: — Quer conversar? Está afim de falar sobre sua vida?Posso eu dar uns pitacos?

Algumas perguntas são no fundo uma esperança de que a resposta (que já sabemos) se modifique, como:

‘‘Você ainda a ama?’’

‘‘Você quer continuar’’?

De tempos em tempos para aumentar a angústia natural dos seres humanos(seres todos os dias, humanos nem sempre), surgem as perguntas que fazemos a nós mesmos; mais importantes que as perguntas que fazemos aos outros, são as nossas perguntas, e quase sempre, elas já são uma resposta.

Gosto muito das perguntas, dou muito valor. As respostas mudam, as perguntas também mas vale sempre investigar o porquê das inquietações que nos levam a questionamentos internos e externos.

E verdade seja dita: É fácil perguntar sobre tudo, o difícil é responder, e pra quem está do outro lado ou dentro de si mesmo, o pior é engolir a resposta…