Uma carta

Nunca publiquei um texto antes, mas sempre soube que a primeira vez que o fizesse, seria sobre uma parte de mim, e essa parte de mim é chamada amigo, para quem escrevi esta carta. 
É um sujeito muito querido e merecedor de cada uma destas palavras e caso você se sinta tocado por elas, gostaria que as tomasse para si também, assim todo esse amor seria multiplicado. ❤

“ 08 de dezembro de 2016

Antes de começar, eu gostaria de avisar que este será um espaço tomado pela falta de qualquer senso de ridículo ou desdouro (breguisse), mas também aviso que isso se fará necessário, por conta do cunho impermista que as palavras desta carta carregam!

Meu Deus! Por que usar palavras tão rebuscadas? Por que começar uma carta assim? Por que escrever uma carta? Qual o problema em falar com a boca, mulher? Por favor, diz que você não está dando em cima de mim…

Calma! Lhe explico…

Sempre achei que as pessoas merecem ver a si mesmas de forma plena e saber o que elas ofertam para o outro. Seja a efervecência de um amor infrene, seja a euforia do gozo (não necessariamente aquele gozo), seja a delicadeza vinda da ternura de uma amizade genuí­na ou até mesmo o suplí­cio daquilo que é descabido ou doloroso.

Lembrando-me disso, associada à uma vontade febril de escrever novamente, quis me servir deste meio para agradecer algumas pessoas e falar sobre a forma profí­cua que a presença delas impacta em mim. Além disso, a carta é uma forma de eternizar algumas palavras e pensamentos que o tempo cuida para que a memória apague ou substitua.

Isso mesmo! Esta é uma carta de agradecimento! Estou agradecendo aqueles poucos e bons que me trazem o desígnio de seguir em frente e obviamente uma deles é você!

Quando mencionei que as palavras aqui carregam consigo um teor impermista, queria imprimir que para agradecer as pessoas, é necessário ser sincero. É necessário despir-se da hipocrisia diária e rebuscar-nos em alguns excepcionais momentos de lucidez, em meio a uma rotina desorganizada, ocupações intermináveis e compromissos indesejáveis que nós mesmos tratamos de arrumar, para que as palavras sejam justas.

Me desculpe, eu não sei ser concisa e acho que acabei perdendo o foco na explicação! Vamos direto ao ponto!

Gostaria de lhe agradecer por fazer parte da minha vida e me deixar estar na sua vida também, ainda por que desde aquele dia em que você me ofereceu o chocolate, tenho tentado me livrar de você, mas já que não obtive qualquer sucesso, permaço por aqui e agradeço!

É BRINCADEIRA!

Mas a verdade, é que sinto que tenho uma sorte descabida por te pessoas como você em minha vida! Posso não ser agraciada com muitas qualidades ou mesmo não possuir muita coisa, mas dos amigos que tenho, posso dizer, que eles são toda a sorte que eu preciso ter!

É como se vocês fossem a janela, que me permite ver a rua, pois sem vocês, eu seria um lugar fechado, recolhida em mim mesma, dentro de paredes brancas e monótonas- acho que o Kafka faz alguma comparação semelhante à essa!

Especialmente à você, eu digo: você é essa pessoa que traz luz, que traz comprazimento e que é tão cândido…

Você tem esse coração enorme e carrega esse amor tão grande com você, que parece que pode envolver o mundo inteiro num abraço.

Eu acho que já devo ter lhe dito isso em algum momento, mas acho que preciso repetir, que você é, de fato, uma das melhores pessoas que eu conheço!

Muito obrigada por ser quem você é e por ser meu amigo.

E além disso, queria reforçar que você tem um potencial e uma criatividade tão ì­mpares, que as vezes eu quase não acredito o quanto você mesmo não tem convicção sobre isso.

Eu te definiria numa frase do Milan Kundera:

“ O valor de um ser humano reside na capacidade de ir além de ele próprio, de sair de dentro de si próprio, de existir dentro de si próprio e para outras pessoas.” 

Lembre-se disso para sempre!

Eu te amo demais, apesar de querer lhe socar as fuças com certa frequência!

Acho que disse pouco, perto do que gostaria de lhe dizer, mas acho que é o suficiente para uma carta que tinha a pretensão de ficar apenas em uma página.

Um abraço ( daqueles que lhe envolve até a alma),

Bruna.”

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