capitalismo falido.

SOMOS TODOS MASSAS DE MANOBRA DE UM SISTEMA CAPITALISTA FALIDO.

sim, senta que vai ter textão.

há dias que em todas as rodas de conversa alguém me pergunta sobre minha viagem e, em algum momento, eu comento que um dos pensamentos/discussões recorrentes foi o sistema capitalista burro em que nos enfiamos.

“nossa, mas o mundo precisa do capitalismo…”

queridos… antes de começarem a ler, tenho pedidos a serem considerados:
1) leia imaginando um tom de voz sereno e um cenário onde unicórnios saltitam: ISSO NÃO É UM POST MILITANTE! estou apenas compartilhando um ponto de vista e me oferecendo pra uma discussão sadia onde, inclusive, ficarei muito grata em ouvir opiniões divergentes.
2) se assistir ao documentário, como eu SEMPRE digo: seja crítico. assim como o próprio documentário afirma, há interesses em todos os posicionamentos, inclusive dos criadores deste. seja parcimonioso e pesquise.
3) não tenho a mínima intenção de querer dar uma opinião especialista sobre nada. de novo: só estou compartilhando o meu (pessoal e intransferível) ponto de vista.

vamos lá!

tudo bem que o capitalismo faz o mundo girar. eu sou formada em publicidade, não estou aqui pra dar uma opinião hipócrita e politicamente correta. entretanto, até mesmo a publicidade (visando o lucro, é óbvio), vem há anos adaptando-se às novas posições impostas (?) pelos consumidores. estamos nos tornando mais críticos por N motivos. o principal: o acesso à informação. 
mas qual informação?
é aí que entra meu ponto sobre ser um sistema burro e falido.
o período industrial propiciou o boom na era de consumo e de lá pra cá os avanços tecnológicos nos trouxeram uma infinidade de possibilidades de produtos “indispensáveis” que, de tempos em tempos (cada vez mais curtos), ficam obsoletos e “precisamos” de novos. pois bem, não cabe aqui focar neste ponto, vocês sabem do que eu estou falando.
mas o que mais choca é que, apesar de estarmos caminhando (ao menos aparentemente) pra gerações mais politizadas e conscientes em diversos aspectos, continuamos promovendo e aceitando uma infinidade de assuntos fora de pauta. estamos discutindo política, feminismo, liberdade de gênero, lutas diversas das minorias, etc. importantíssimo. continuemos!
por outro lado, assuntos que são comuns a TODOS os humanos, independente de que “tipo”, são abafados por não serem de interesse econômico pro mundo.
este documentário fala das 2 maiores industrias mundiais: alimentícia e farmacêutica.
fala sobre como a medicina (governo, órgãos regulatórios, agências de saúde, etc.) não está interessada em prevenir, mas em remediar. sobre como nos ensinam o que as pesquisas apontam ser saudável consumir, a partir de estudos patrocinados pelos próprios produtores de comida e remédio.
todos os dados levantados no documentário são de domínio público e você pode pesquisar.
mas até que ponto é interessante descobrirmos que o bacon que alegra tanto as nossas refeições trata-se de um produto produzido de forma imunda, desumana e altamente prejudicial à saúde, não é mesmo?
repito: não é um post militante. eu não quero que você largue seu bacon se ele te faz feliz. seja feliz! de coração


o fato é que: estamos fadados a continuar nas mãos dos grandes conglomerados industriais, seguindo as “dicas” sobre o que consumir, quando, onde, etc. servindo aos seus interesses de forma totalmente ignorante. 
a solução? é um longo caminho e muito árduo. mas só com conscientização, vontade e busca de conhecimento a gente conseguirá resultados. e estes serão de longo prazo. mas, ao invés de reclamarmos que políticos só governam pensando no seu próprio mandato e blá blá blá, a gente bem que podia parar de pensar que não vai viver no mundo que colheria os frutos de uma mudança e começar a praticar, um pouquinho que seja, a mudança que parece pertinente, de forma individual, que seja!

sim, esse foi mais um capítulo do discurso que vocês vivem me reafirmando ser ideológico. mas é isso o que eu acredito e, ao meu tempo, dentro da minha realidade, vou fazendo o que eu acho coerente.
“mas você faz tão pouco”.
e você, faz o que? bora melhorar juntos? (;

PS: veja que quando digo ESTAMOS, utilizo o verbo estar na 1ª pessoa do plural do presente do indicativo, não me abstendo da responsabilidade dos fatos.