subi na mochila da vida

resolvi fazer a vida de mochila ou entrar na mochila da vida ao subir nas costas dela e deixar ela me conduzir. acontece que tinha tantos caminhos que me perdi tantas vezes e acabei gostando da coisa, sabe? cada dia tenho a impressão que não sou a de ontem porque acabei virando casulo de borboleta que nasceu e saiu voando, dando pirueta.

dae me falaram assim: bru, você mudou pra porra. quem é você?

em choque eu tive que responder: meu, como assim, que pergunta é essa que se faz, e você acha mesmo que eu tenho alguma ideia sobre quem seja essa aqui que vos fala?

a desconstrução me tomou conta, virou revirou, distraiu e me fez metamorfose cotidiana com tanta coisa que vou me deixando atravessar.

mas se você não se importar em conviver com gente dessa instabilidade toda, a gente pode ser amigo até o fim do mundo.

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