O poder do WhatsApp para seu processo de UX.

Trabalhando há alguns anos com o mindset focado no usuário, passei por vários projetos nesta vida de UX/UI Designer. Desde a primeira pagina web que projetei sempre quis experimentar e inovar as metodologias e dinâmicas colaborativas, tudo na busca constante por empatia.

Muitas dessas experiências que adquiri descendem do privilégio que tive em trabalhar com o time da Designa durante um dos anos de maior crescimento profissional em minha carreira.

Hoje, frente a novos desafios recordei de uma experiência muito positiva que tive na Designa e decidi compartilhar aqui.

Trata-se de uma metodologia que desenvolvemos, de modo colaborativo, para gerar os textos da landing page do Eu Cidadão. Projeto que atuamos no planejamento e desenvolvimento da experiência completa que o usuário teria ao interagir com a marca e aplicativo. Desde a identidade visual, tom de voz, posicionamento no mercado e todas as interfaces da aplicação web e mobile. Nós trabalhamos aplicando e abusando das metodologias, Direto ao Ponto e Design Sprint.

Tínhamos em mãos o objetivo de desenvolver uma aplicação Android e iOS que estreitasse a comunicação entre cidadãos, câmaras municipais e prefeituras de todo o Brasil.

Além de projetar toda a aplicação, nós da equipe de UX, estávamos preocupados em entregar uma Landing Page tanto eficiente quanto "clean" para a galera do desenvolvimento pôr "no ar". Então arregaçamos as mangas e encaramos a missão!

A voz da experiência:

Aprendemos que uma landing page tem a responsabilidade de passar de maneira clara e objetiva a resposta para algumas dúvidas comuns que usuários geralmente apresentam quando se deparam com um novo produto. Considerando evitar o famoso efeito “estou viciado nessas telas já”, buscamos responder as "tais questões" aceitando que poderíamos deixar escapar qualquer detalhe, que por mais pequeno que fosse faria toda a diferença no resultado final.

Frente a essa discussão com a equipe, me veio à mente a seguinte questão:

Como eu faria para “vender esse peixe” para a minha mãe, por exemplo?(Uma pessoa aleatória que estava fora do projeto e que o primeiro contato com o App seria esse diálogo comigo).

Desta forma concluí que, deveríamos simular essa suposta conversa.

Sendo assim bolamos um template com algumas questões a serem respondidas, como:

  1. Para que serve este aplicativo?

(Se não me interessar não quero me aprofundar em conhecê-lo)

2. Que problemas ele resolve?

(Isso vai ser útil para mim?)

3. Como eu o uso?

(Suas funcionalidades realmente me ajudarão a resolver esses tais problemas?)

4. Onde posso encontrá-lo?

(Tá, quero baixar para ver, cadê o link?)

Em seguida decidimos separar a equipe em duplas e cada membro teria sua chance de convencer a “dita mãe” a fazer o download e utilizar o App.

Logo iniciamos uma nova discussão:

Tá, esse dialogo, se fosse feito em aberto não acabaria sendo influência para a próxima dupla, limitando o processo criativo?
Aprendi durante minha carreira, nas vezes em que assumi o papel de facilitador nas reuniões de criação, que é mais valioso ter o maior número de pontos de vista em debate, isso contribui para o surgimento de uma ideia mais sólida, ao contrário disso, se todos concordam com uma única ideia, essa não será lapidada o bastante para ser parte de um conteúdo comunicativo eficiente.

De volta ao contexto da Landing page, decidimos que o melhor caminho a se tomar era fazer com que esses diálogos acontecessem de maneira oculta.

Eis que surge o WhatsApp para salvar a pátria!

Decidimos enviar mensagens para o Michel (CEO), em conversa privada, tendo como objetivo abordá-lo, apresentar o APP e convencê-lo dos benefícios que ele teria ao utilizar o mesmo.
(É claro que tudo isso supondo sermos usuários comuns).

Colocamos como limite um tempo de dez minutos para que esses diálogos acontecessem simultaneamente. Ter o tempo como limitador nos forçou a sermos claros e objetivos em nossos argumentos.

O resultado desta dinâmica foi incrível. 
Percebemos que mesmo trabalhando juntos, cada membro da equipe tinha um ponto de vista diferente, o que contribuiu para a formação de um conteúdo muito mais rico.

Em dez minutos, conseguimos extrair de todos diferentes maneiras objetivas de se explicar os benefícios daquela aplicação, logo o próximo passo foi selecionar e lapidar o melhor daquelas conversas, e pronto! Tínhamos em mãos a redação completa da landing page.

A conclusão do que eu quero compartilhar neste post, é o quão importante é abrir a cabeça para novas possibilidades, sempre.

Um processo criativo jamais pode ser engessado, ou não estaremos criando algo inovador e sim copiando uma receita pronta a qual nos levará a algo já existente e isso é exatamente o oposto de inovar.

Por fim, espero que ler sobre essa experiência com o WhatsApp encoraje você a experimentar novas maneiras de trabalhar, de executar seus processos e estar sempre buscando inovar.

E o resultado disso tudo?

Você pode conferir a landing page do projeto e no fim espero que ela seja eficiente para lhe ajudar a entender sobre o app e quem sabe se tornar um usuário.

Bom, esse é o primeiro post de uma nova etapa de minha carreira onde quero compartilhar com a comunidade UX o máximo de experiências e aprendizados que venho adquirindo.

Fiquem a vontade para experimentar em seus projetos e…

Give me your feedback!

;)