Vivo

O barulho das sirenes circundavam seus sentidos. O peso do seu pescoço esvai em harmonia com o forte vento do terraço. Ele olha para o redor e se depara com um mar de luzes — Nunca havia reparado o quão deslumbrante era este panorama.

A ideia de voar fazia completo sentido para o rapaz. Após o mundo ficar preto em branco, esta seria a única forma de encontrar cor na sua vida novamente. O primeiro passo é dado diante ao precipício. Uma força o puxa para trás, mas ele estava determinado a atingir seu objetivo.

Enquanto prepara o seu segundo passo, sua consciência se expande e cada poro do seu corpo parece emanar algo diferente do normal, como se uma enorme coberta encostasse em seu corpo. Não fazia frio nem calor, a sensação apenas lhe fazia bem.

Lentamente a sua boca acompanhava a próxima pernada através de um sorriso. O garoto fecha os olhos e consegue enxergar uma árvore ancestral com diversos troncos, uma presença receptiva é transmitida nesta imagem o que o incentiva ele se soltar.

A gravidade age sobre o corpo em queda livre. Paz domina a mente do rapaz através de diversos flashes, iluminando seus sentidos. Ele estende seus braços e antes de tudo se apagar, o menino conseguiu enxergar as cores do mundo uma última vez.

Like what you read? Give Bruno Yamakawa Yoshioka a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.