A vergonha que as pessoas estão passando na Internet e a urgência de uma nova consciência

Sim, você leu isso mesmo

Em poucas palavras, pra você, o que devemos fazer para termos uma nova consciência e deixarmos de passar vergonha na internet?

“Deixar duas coisas de lado: alarmismo e todo tipo de discurso que incita ódio ou desrespeito pela dignidade de QUALQUER ser humano.” — Vanessa Nascimento, Historiadora;

“O ser humano precisa se fortalecer, o mundo das redes é quase um mundo de teias finas, se quebra fácil e se enrola fácil.. agora, um coração forte, é outra coisa.. e alinhar isso com a busca pela verdade, pela informação correta, é o canal pra vitória. Se não, voltamos ao ponto da preguiça, ilusão e fragilidade…” — Indyamara Massaro, Internacionalista e membro do movimento de integração dos refugiados no Brasil;

“Eu acho que as pessoas devem pesquisar muito bem antes de compartilhar e comentar algumas notícias e não expor tantos detalhes da vida pessoal, pois isso de certa forma pode prejudicar sua imagem.” — Talita Cruz, Jornalista e Escritora;

“Pensar na internet como uma via pública onde minha imagem pode ser interpretada pela maneira que eu me exponho.” — Juliana Ribeiro, Coordenadora Pedagógica.

Nos últimos meses, temos visto, postado, falado, discutido (e mais algum ‘ido’) acerca do que está ocorrendo em nosso país: Crise brasileira — porque a crise financeira já não está mais sozinha — , intolerância, falta de informação e principalmente os argumentos que são defendidos por essas pessoas. Vamos dividir pra ficar mais fácil:

Política: Estamos defendendo partidos e políticos mesmo eles sendo “um pouco” ou “muito” intolerantes, corruptos, faltosos no quesito humanismo entre outras coisinhas mais que na verdade fazem nosso povo ser cada vez ‘menos’. Argumentamos, partindo do pressuposto de que “mesmo assim, ele fez tal coisa…” e por aí vai;

Tenso

Notícias diversas: Compartilhamos essas “notícias” sem ao menos ler seu conteúdo antes. Nesse momento, aquele (a) amiguinho (a) que foi mais paciente e empoderado, abriu o link, leu a notícia pra depois comentar em nossa postagem dizendo “que não é bem assim” e explica o real conteúdo do título. Aí fazemos aquela cara de paisagem e somente curtimos o comentário dele (ou em alguns casos apagamos a postagem porque a vergonha é grande);

“Ain, todos me amam. Olha o tanto de likes, genteeemmmm * — -* ”

(In) Tolerância: Assuntos relacionados às minorias, como a classe LGBTQ, à população afrodescendente, pessoas com necessidades especiais e entre outros não é diferente. Não preciso falar aqui o caso mais recente sobre a Patrícia Abravanel, né nom? A enxurrada de “opiniões” após o infeliz discurso dela, é de sentir vergonha alheia e querer ir embora desse país com os dois reais que temos no bolso;

Que dó, que dó…
Tem que aprender com o pai o que significa respeito. (A imagem acima foi uma brincadeira com Gilberto Gil)

Cultura Pop: 2016 está sendo o ano dos filmes de heróis — nosso pouco salário que o diga — e a quantidade de entendedores, manjadores dos heróis e vilões surgiram aos montes.

“Ah, mas eu já conhecia o Dr. Estranho, o Deadpool muito antes dos filmes”

“Aham, sei. Agora desliga seu Marvel Vs Capcom e seje menas…”

Aham, sei…

Um caso bem interessante que aconteceu semanas atrás: Após assistir Batman vs Superman e dias depois Captão América: Guerra Civil, postei em meu facebook uma breve resenha ressaltando que a Marvel, em seus filmes, entrega um material excelente, diferente da DC, que precisa aprender com sua concorrente como lançar filmes sem que pareçam forçados em dados momentos, como por exemplo o “caso Martha” do Bat e do Super.

Ate aí, tudo bem, uma vez que não ofendi ninguém e fiz um breve comparativo de ambos os filmes. Eis que surge uma pessoa e comenta em minha postagem:

“Não gostei de Guerra Civil.”

Aí eu, levemente interessado nos argumentos que viriam a seguir: “Por que?”

E o ser humano me responde: “Ah, sei lá. Só não gostei kk”

Sério mesmo?

“NO, PLEASE, NOOO!!!!!!

O que eu quero sugerir após esse episódio que vivi e os demais tópicos acima citados:

PESSOAS, VAMOS MELHORAR URGENTEMENTE! AINDA DÁ TEMPO. SÉRIO. VOCÊ NÃO PRECISAR SER UM EXPERT EM TODOS OS ASSUNTOS, MAS SIMPLESMENTE PELO FATO DE VOCÊ LER UM POUCO MAIS, TIRAR ALGUNS MINUTOS DO SEU DIA E PARAR UM POUCO DE CURTIR OS ‘VÁRIOS NADAS’ NAS REDES SOCIAIS, CRIE UMA NOVA CONSCIÊNCIA.

VOCÊ NÃO É E NUNCA SERÁ OBRIGADO A CONCORDAR COM TUDO, MUITO MENOS SERÁ ‘OBRIGADO’ A DIFAMAR, XINGAR, DIMINUIR AS PESSOAS DEVIDO AO SEU MEDÍOCRE CONHECIMENTO (Lembrando que a palavra medíocre vem de ‘estar na média’) NÃO PODE, AMIGUINHO. NÃO PODE. É MUITO FEIO, E SABE O QUE A MAIORIA DE SEUS AMIGOS PENSAM QUANDO PRESENCIAM SEUS ARGUMENTOS FALHOS?

“QUE IDIOTA”

Daí pra outros pensamentos e uns xingamentos de brinde…

Parece meio bobo o exemplo que dei sobre um simples filme e opinião, mas se analisarmos mais friamente, o mesmo acontece acerca dos outros assuntos como política, sociedade, notícias diversas e (in) tolerância.

Não estamos lendo, não estamos pesquisando; estamos disseminando o erro quase que constantemente para parecermos mais cults e afins. Mas não somos nada disso, na verdade estamos iguais aos erros que presenciamos diariamente.

A urgência de uma nova consciência, começando por nós como pseudo formadores de opinião é essa: Mais tolerância, mais CALMA, menos “a mão chega a tremer” e mais “vamos dar uma olhada melhor nisso antes que eu ou mais alguém pague de manézão”

Em poucas palavras, pra você, o que devemos fazer para termos uma nova consciência e deixarmos de passar vergonha na internet?

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