Exorcize seu moralismo — que tá quase beirando o niilismo, colega…

Somos OS Desco…lados nas redes socais, queremos ser a geração que “não liga, que deixa as coisas acontecerem”.

Será?

Tamo errando feio, errando rude. A gente liga sim, a gente não é tão diferentão assim.

Não somos poliamoristas como dizemos ser. A realidade tortuosa é que a gente quer uma pessoa só pra gente, que cuide de nós, que nos dê amor, carinho e toda a sorte de juras possíveis e imagináveis que os filmes e séries proporcionam em nossa confusa cabeça e coração comprimido pela rotina cinza de muitos dias.

Poliamor é quase um estado de espírito que pouca gente tem.

Dramático?

Não, porque a gente já tá acostumado com todo o drama do dia a dia, mas diminuímos quem reclama, trocando nossas máscaras de ferro de tempos em tempos.

Ai, que fortes que somos [ironia].

Tentamos não sentir, não deixar levar. Protestamos em nossas fotos cheias de filtros e vazias de verdade que somos de ferro, maiorais, famosinhos.

Ah, se os outros soubessem a verdade... Ou já sabem e somente repetem esse ciclo vicioso?

A gente critica o governo, mas vamos de fila preferencial no mercado

A gente quer mudar o mundo, mas não quer lavar a louça da janta

A gente critica os viciados em jogos, sem sair do celular

A gente rebaixa os dependentes químicos, nos embebedando e soltando fumaça que “pode” (e outras também)

A gente repudia falsidade, mas fazemos piada do jeitinho “meio assim” do colega

Nossos pontos de vista são o arco e a flecha para as famosas pontadas (vulgo indiretas) em outras pessoas lá do outro lado da cidade, do mundo ou do cômodo da casa, mesmo.

Mas a gente fecha os olhos pra gente.

Mas o coração, não tem como, né?

Evitando finalizar essa reflexão com um “precisamos tomar cuidado” ou “oh, céus. O que será dessa geração?”

Preguiça de editar a imagem porque sim.

Mas sim com um:

Relaxa, ok? Desarme-se. Vai te fazer bem. Eu garanto. Aceita um chá? Um café? Já vai? Fique mais um pouco.

[Sorriso e tapinhas nas costas]

Abaixe a guarda, deixe as pessoas verem quem você é. Seus defeitos, manias, sonhos e angústias e tudo o que há de se pensar e viver.

Lembre-se: A gente não o herói todo que a gente acha que é. Mal sabemos das coisas e já queremos sair ensinando.

Então, amiguinhos:

Deixe o colega e o jeitinho dele. Ele é legal daquele jeito. Lave as louça de vez em quando. Não vai cair a mão e vai subir um sorrisão pra quem mora junto com você. (Eu ouvi um “obrigado”?) Deixa a galera jogar de boas e não se mate tanto assim quando for beber, ok?

Em miúdos é isso aqui:

DESARME-SE E ABANDONE ESSE MALDITO MORALISMO

Aquele abraço apertado que acalma e esquenta ;)

#TMJ

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