Preconceito Velado: Que porra é essa?

Aquele olhar fugaz, ou enviesado. Um tom de voz num timbre sutilmente diferente. Uma atitude tão sucinta que, aos olhos da maioria das pessoas passa despercebido. Mas pros olhos mais afiados e corações calejados, ele esteve ali sim naquele breve instante.

O (muito conhecido e usado) preconceito velado, ou PV, como eu passei a chamar agorinha enquanto escrevo esse texto.

É como se fosse um monstro: daqueles enormes e bem feios que ficam escondidos embaixo da cama ou dentro dos armários no quarto das crianças. Vez ou outra ele se cansa de ficar escondido ali, na mesma posição e então ocorre um leve movimento para que ele não fique com câimbras. A atitude dele, aquela ação ocorre durante ínfimos segundos…

E só quem de fato percebe, toma em cheio toda aquela carga de negatividade. Ele dilacera, rasga, faz sangrar. É violento, ele deflora, machuca. Mas a maioria não percebe, nem sente.

As vezes você percebe somente instantes depois; ou horas. Ou dias. Mas a dor lancinante causada pelo ‘monstro’ é a mesma. Talvez até pior. É como se fossem aqueles ataques tão rápidos, que só depois de algum momento é que a ferida de fato abre-se e o sangue jorra.

Dramático? Forte? Violento?

Mas que abuso…

Nah [estalinho com a língua, gesto com a mão e cara de quem não se importa] Relaxa. Pega em nada…

O vermezinho no estômago dos outros faz bem para eles, ora essa. É pra limpar o organismo quando de fato seu objetivo final é terminar nas descargas das privadas.

Mas quando o vermezinho atacar nossa barriga. Aí é um Deus nos acuda, não é mesmo? ;)

E se nada disso tiver tido sentido pra você, lembre-se da célebre frase:

“A ignorância é uma bênção”

Like what you read? Give Bruno Melo a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.