Nostalgia. Substantivo comum que pra mim é bem próprio.
Pra quem é nostálgico, o pretérito, mesmo quando imperfeito, sempre acaba se tornando mais-que-perfeito. Um simples fiz vira fizera. Um acontecimento banal, acontecera. É falar do passado de um jeito todo romântico, exagerado.

Nostalgia é quase um sinônimo de saudade. E se saudade é uma palavra que só existe na lingua portuguesa, tem um tipo de saudade que nem nome tem: a saudade daquilo que ainda não se viveu. Nostalgia e ansiedade, uma combinação perigosa.

É um paradoxo: ao mesmo tempo que o passado insiste em me chamar, o futuro sempre me fascinou. Mas não aquele futuro do indicativo, definitivo, pretensioso e cheio de certezas. A graça de olhar pra frente é a dúvida. Quando eu fizer, se eu fizer. Expectativas, possibilidades. O subjuntivo é mesmo muito subjetivo.

Pretérito. Futuro. Futuro do pretérito. O fato é que, entre todos esses tempos, o que menos conjuguei foi o presente.
Como sujeito determinado, que quer ter o controle dos seus predicados, era imperativo que eu tomasse uma atitude: Viva o presente. Esteja presente. Seja presente.

Se tem funcionado ou não, por enquanto minha resposta tem que ser no gerúndio: tô tentando.

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